A Polícia Federal no Ceará afirmou nesta segunda-feira (7) que o secretário de Saúde, de 34 anos, preso na tarde deste domingo (6), teve acesso ao tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) antes do início da realização da prova. As informações são do UOL.
Segundo a reportagem, o suspeito, preso em flagrante, usava um ponto eletrônico e tinha um texto da redação pronto para ser transcrito para a folha oficial.
De acordo com a delegada Fernanda Coutinho, coordenadora regional de segurança do Enem no Ceará, o homem já tinha acesso além do tema da redação também ao gabarito, antes da prova começar.
A delegada informou ainda que o setor de inteligência da PF já sabia da intenção do candidato em fraudar o exame, o que levou vários policiais ao local.
O homem deve responder pelos crimes contra a fé pública, o patrimônio e a paz pública.
MPF pede anulação da redação
O Ministério Público Federal no Ceará (MPF/CE) ingressou hoje (7) com nova ação na Justiça Federal pedindo a anulação da prova de redação do Enem, dessa vez pelo suposto vazamento do tema da prova.
Para o procurador Oscar Costa Filho, caso seja confirmado o vazamento, o tratamento isonômico entre os candidatos teria sido desrespeitado. Na última quarta-feira, o procurador já havia entrado com uma ação pedindo a suspensão da aplicação do Enem devido à decisão do MEC de adiar o exame nas escolas ocupadas por estudantes.
Para pedir a anulação da redação, o MPF se baseou na prisão do secretário de saúde.
O procurador responsável pela ação sustenta ainda que o tema “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil” também apareceu em publicação do MEC divulgada no ano passado para desmentir uma prova falsa às vésperas do Enem daquele ano. Mais cedo, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou nota classificando de “tentativa de tumultuar” o Enem a repercussão em torno da semelhança entre o tema da redação deste ano com o de uma imagem de suposta prova do Enem que teria vazado em 2015.
Na ação contra o Inep, Costa Filho pede a concessão de liminar para suspender os efeitos da validade jurídica da prova de redação até o julgamento do mérito, que será julgada pelo juiz titular Ricardo Cunha Porto, da 8ª Vara Cível da Justiça Federal no Ceará.
A medida, de acordo com o procurador, evitaria transtornos aos estudantes com divulgação de um resultado que posteriormente poderia ser alterado com o julgamento da ação.
(Com informações do UOL)
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