Na última sexta-feira (11), a Justiça Federal em Minas Gerais determinou que a mineradora Samarco faça com urgência uma perícia para verificar se a lama de rejeitos de minério de ferro ainda vaza na barragem de Fundão, que se rompeu no início de novembro do ano passado em Mariana.
O rompimento da barragem, que matou 19 pessoas, é considerado o maior desastre ambiental do país. A tragédia destruiu a vegetação e o meio ambiente ao longo da bacia do rio Doce, atingindo dezenas de municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo.
No mês passado, o MPF (Ministério Público Federal) denunciou 22 executivos e profissionais da mineradora, de suas controladoras Vale e BHP Billiton, e da VogBR, empresa que prestava serviços à Samarco, com a acusação de homicídio com dolo eventual (quando se assume o risco de matar).
A decisão de ontem da juíza da 12ª Vara da Justiça Federal Rosilene Maria Clemente de Souza Ferreira atende pedido do MPF que, por conta do início do período de chuvas, acredita que sejam causados mais danos ao meio ambiente, com o carreamento de mais sedimentos da lama de rejeitos.
De acordo com a decisão, "não há provas definitivas de que a lama que restou na barragem foi contida e nem que as medidas que estão sendo tomadas para essa contenção são totalmente eficazes".
A decisão diz ser necessária a realização de prova pericial emergencial para certificar se houve estancamento do vazamento e se as medidas que estão sendo tomadas pela Samarco são eficazes.
(Com informações do portal UOL)
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