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Bancos esperam crescimento de previdência privada

O volume de recursos aplicados em previdência privada se expandiu em 2016, ano em que avançou a proposta do governo que dificulta o acesso à Previdência Social. O número de brasileiros com esse investimento, cujo principal objetivo é garantir recursos no

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O volume de recursos aplicados em previdência privada se expandiu em 2016, ano em que avançou a proposta do governo que dificulta o acesso à Previdência Social.

O número de brasileiros com esse investimento, cujo principal objetivo é garantir recursos no longo prazo, também cresceu em relação a 2015, mas ainda não retomou os níveis de 2014, segundo dados ainda inéditos da federação das empresas do setor, a Fenaprevi.

Apesar da expansão, os planos atingem parcela pequena (6%) da população. São quase 13 milhões de brasileiros com a aplicação (de janeiro a novembro incluindo menores de idade).

LONGE DAS EMPRESAS

Uma das razões para a baixa penetração do produto, segundo o vice-presidente da Fenaprevi Paulo Valle, é que há poucas empresas com planos de previdência privada para seus funcionários.

No Brasil, só 24% dos planos estão vinculados a empresas. Nos EUA, para comparação, são cerca de 90%. Uma das principais diferenças entre os dois países está no incentivo fiscal.
No caso brasileiro, ele atinge 4% das cerca de 18 milhões de empresas ativas do Brasil: as que pagam pelo lucro real, ou seja, as maiores.

PRIMEIRO EMPREGO

A Fenaprevi deve levar ao governo uma proposta de universalizar esse incentivo. "A ideia é que já no primeiro emprego todo trabalhador abra seu primeiro plano de previdência privada", diz Valle. Isso reduziria tanto a idade média dos que contam com a aplicação (hoje de 48 anos, segundo pesquisas do setor) quanto a idade de primeira adesão (41 anos).

Fazer um plano mais cedo permite contribuir com mensalidades menores para obter uma mesma renda. Valle acredita que a oferta do plano de previdência pela empresa traz mais resultado que a simples expectativa de receber uma aposentadoria do INSS menor e mais tardia -o que deve ocorrer se a reforma proposta pelo governo Temer for alterada.

QUE REFORMA?

Pesquisas feitas em agosto e em novembro indicam que poucos brasileiros se consideram informados sobre a reforma e até mesmo sobre como funciona o sistema público de aposentadoria.

Levantamento feito com amostra representativa da população pelo instituto Ipsos, em parceria com a Fenaprevi, mostrou que 86% da população sabem pouco, não sabem nada ou desconhecem completamente o sistema.

Cerca de 44% não sabiam da discussão das reformas em curso. Dos 54% que ouviram falar das propostas, só 5% souberam dizer que o valor dos benefícios pode cair.

No começo de novembro, em outro levantamento da Fecomercio-RJ feito em 7 capitais e outras 65 cidades do país, 30% disseram estar acompanhando as propostas.

Valle diz que conforme a discussão se aprofunde, pode haver algum impacto sobre os planos privados, mas isso levaria alguns anos. Para ele, o principal motor de expansão deve ser a recente mudança na regulamentação, que elevou a possibilidade de investir em renda variável e em ações no exterior.

Isso dá mais flexibilidade aos gestores dos fundos e permite oferecer produtos para o objetivo de cada cliente. "Quem está planejando um sabático daqui a dez anos precisa de um desenho diferente de quem quer uma renda vitalícia a partir dos 65."

VOLUME

O volume de depósitos se expandiu a taxa maiores que o número de clientes, o que significa que o valor médio de contribuições cresceu até novembro. A captação líquida (excetuados resgates) subiu 13%, para R$ 49,5 bilhões.

Lados Divergentes

O tema da previdência privada ganhou evidência após as reformas que o governo Temer pretende aplicar aos trabalhadores e aposentados brasileiros. Alguns especialistas afirmam que é mais vantajoso adquirir um plano de previdência privado, argumentando que nestes planos existe um melhor gerenciamento do dinheiro. Do lado oposto, outros especialistas afirmam que os bancos cobram taxas abusivas nestes planos, não sendo vantajoso para o cliente.

Assista e se esclareça sobre os dois lados nos vídeos abaixo:

(Folhapress)

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