O governador do Amazonas, José Melo (Pros), afirmou ontem que “não tinha nenhum santo” entre os 56 presos mortos durante uma rebelião que durou cerca de 17 horas, entre domingo (1º) e segunda (2), no Compaj (Complexo Penitenciário Anísio Jobim), em Manaus. “Não tinha nenhum santo. Eram estupradores, matadores (...) e pessoas ligadas a outra facção, que é minoria aqui no Estado do Amazonas. Ontem [terça], como medida de segurança, nós retiramos todos [os ameaçados] quem ainda restavam e segregamos a outro presídio para evitar que continuasse acontecendo o pior”, afirmou o governador à rádio CBN, ao ser questionado sobre a ligação de facções no massacre.
O massacre é apontado como resultado de uma disputa entre a FDN (Famílias do Norte) e o PCC (Primeiro Comando da Capital). Além do massacre no Compaj, outros quatro presos foram mortos na UPP (Unidade Prisional de Puraquequara) e 184 fugiram do Compaj e do Ipat (Instituto Penal Antônio Trindade), sendo que 56 tinham sido recapturados até a noite de terça (3).
(Folhapress)
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