O governo de Minas Gerais decretou na última sexta-feira (13) situação de emergência em saúde pública em 152 cidades por um provável surto de febre amarela, que tem em investigação 110 casos e 30 mortes apenas em 2017.
Além disso, foram encontrados macacos mortos em zonas selváticas do estado, um indicativo de que o vírus transmitido por mosquitos silvestres (Haemagogus e Sabethes) poderia estar circulando por esta área, onde vivem dois milhões de pessoas, informou à AFP um assessor do Ministério da Saúde.
"São os primeiros sinais de que poderiam estar ocorrendo casos de febre amarela, mas até o momento não temos confirmação nem de humanos nem de macacos mortos" pela doença, disse o porta-voz, ao apontar que estão sendo realizados exames nos falecidos e potenciais infectados. A situação "não é comum", destacou.
O ministério enviou duas equipes à região conhecida como Vale do Aço, por sua produção siderúrgica, e lançou uma campanha de vacinação.
O decreto do estado autoriza a aquisição de insumos e materiais para atender a "situação de emergência" durante 180 dias.
A febre amarela é uma doença infecciosa grave provocada por um vírus que causa temperaturas altas, calafrios, cansaço, dores de cabeça e musculares, náuseas e vômitos.
(Com informações de AFP)
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