O ministro Edson Fachin, novo relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), deve dar prioridade a pedidos urgentes relacionados a réus presos como, por exemplo, uma reclamação, em segredo de Justiça, feita pela defesa do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB), detido em Curitiba.
De acordo com o que a Folha noticiou, em paralelo, Fachin deve dar prioridade a petições, também urgentes, da Procuradoria Geral da República, como busca e apreensão e tomada de depoimentos de testemunhas. Em breve a expectativa é que a Procuradoria faça uma série de pedidos decorrentes da delação de 77 executivos da Odebrecht, mas caberá a Fachin autorizá-las.
As delações foram homologadas na segunda-feira (30), pela presidente do tribunal, Carmén Lúcia, mas permanecem em total sigilo.
Ao assumir a função de Teori Zavaski, morto em acidente aéreo no dia 19, Fachin já herda cerca de 40 inquéritos da Lava Jato e pelo menos dez denúncias oferecidas pela procuradoria que ainda não foram analisadas.
Sorteado na quinta-feira (2) pelo STF para assumir a relatoria, Fachin é considerado um ministro rápido em decisões. Especialista em direito civil, levou para seu gabinete Ricardo Rachid, Juiz Federal do Paraná.
(Com informações do UOL)
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