Na última quarta-feira (08), o secretário de Segurança do Espírito Santo, André Garcia, afirmou em entrevista coletiva que, no primeiro dia com efetivo militar nas ruas do Espírito Santo, houve queda no número de ocorrências violentas. No entanto, a situação ainda é preocupante.
Até segunda-feira (06), foram registrados 65 homicídios. Segundo o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo, o número chega a 75. O governo, em nenhum momento até agora, apresentou um levantamento oficial.
"A partir do momento que as Forças Armadas passaram a circular, mesmo com efetivo baixo (250 militares) no primeiro dia, as ocorrências despencaram", disse o secretário. No ano passado, segundo o governo capixaba, o Estado teve 1.181 homicídios dolosos, uma média de 3,22 homicídios por dia. Desde sábado, essa média passou para 9,66.
O governo não confirma o número de 87 assassinatos no Estado em cinco dias, divulgado pelo Sindipol-ES, mas credita as mortes aos policiais militares que não estão trabalhando. "Eu coloco na conta do movimento. Todas essas mortes que resultaram nessa tragédia está na conta deles", diz Garcia.
Governo sem controle
Sem conseguir gerir a situação internamente, o governador em exercício do Espírito Santo, César Colnago (PSDB), disse que irá pedir um maior efetivo das Forças Armadas e da Força Nacional para fazer a segurança nas cidades do Estado durante a paralisação dos policiais militares iniciada no último sábado (4).
Atualmente, há 1.200 membros da Força Nacional e das Forças Armadas fazendo patrulhamento no Estado. O governador, porém, diz que o número "não é suficiente".
Segundo o secretário de Segurança, André Garcia, a ideia é que o apoio oferecido pelo governo federal chegue próximo a 2 mil pessoas. "O efetivo da Polícia Militar é de 10 mil homens. Mas, nas ruas, diariamente, tem de 1,8 mil a 2 mil".
Apesar da presença do Exército e da Força Nacional nas ruas desde terça (7), pelo terceiro dia consecutivo a maior parte dos lojistas de Vitória e da região metropolitana manteve as portas fechadas e os moradores têm evitado sair.
(Com informações do UOL)
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