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Mais da metade dos brasileiros está acima do peso

Estudo divulgado ontem pelo Ministério da Saúde revela que o excesso de peso no Brasil cresceu 26,3% nos últimos dez anos, passando de 42,6%, em 2006, para 53,8%, em 2016. De acordo com a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crô

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Estudo divulgado ontem pelo Ministério da Saúde revela que o excesso de peso no Brasil cresceu 26,3% nos últimos dez anos, passando de 42,6%, em 2006, para 53,8%, em 2016. De acordo com a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), o problema é mais comum entre os homens: passou de 47,5% para 57,7% no período. Já entre as mulheres, o índice passou 38,5% para 50,5%.

Segundo o estudo, Rio Branco é a capital brasileira com maior prevalência de excesso de peso: 60,6 casos para cada 100 mil habitantes. O levantamento revela que, no Brasil, o indicador de excesso de peso aumenta com a idade e é maior entre os que têm menor grau de escolaridade. A pessoa com sobrepeso tem Índice de Massa Corporal igual ou maior que 25 quilos por metro quadrado (Kg/m2). Já a obesidade implica em IMC igual ou superior a 30 (Kg/m2).

A pesquisa também mostra que o número de brasileiros diagnosticados com diabetes cresceu 61,8% nos últimos 10 anos, passando de 5,5% da população em 2006 para 8,9% em 2016. Ainda de acordo com a pesquisa, o número de pessoas diagnosticadas com hipertensão no País cresceu 14,2% na última década, passando de 22,5%, em 2006, para 25,7%, em 2016.


Em Belém, excesso de peso preocupa

Na capital paraense, o excesso de peso é o índice mais preocupante apontado pela pesquisa. São 54,4 casos diagnosticados para cada 100 mil habitantes, ficando na 14ª posição entre as capitais. Os números de Belém superam os de cidades como São Paulo (53,9/ 16ª posição) e Belo Horizonte (49,6/ 22ª posição). Nas outras doenças, a capital paraense está perto dos menores índices. São 6,6 diagnósticos de diabetes (22ª posição) que superam os números de outras capitais da região Norte: Macapá (6,3), Rio Branco (5,8), Palmas (5,8), Manaus (5,6) e Boa Vista (5,3). Já com relação à hipertensão arterial, são 21 diagnósticos (21ª posição). O consumo regular de frutas e hortaliças aumentou no País nos últimos oito anos, passando de 33%, em 2008, para
35,2%, em 2016.

Ainda assim, apenas um em cada três adultos consome esse tipo de alimento em pelo menos cinco dos sete dias da semana.

(Diário do Pará)

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