Uma quadrilha de assaltantes roubaram cerca de US$ 40 milhões (algo em torno de R$ 125 milhões) de uma unidade da transportadora de valores Prosegur, em Ciudad del Este, no Paraguai. O crime foi cometido no início da noite desta segunda-feira (24) e os principais suspeitos são brasileiros que formam uma organização criminosa, que teria ainda atuação em presídios.
A sede da empresa onde foi realizado o roubo fica a apenas quatro quilômetros da Ponte da Amizade, na fronteira entre Brasil e Paraguai. Os criminosos utilizaram dinamites para explodir parte do prédio da Prosegur. Ao menos 15 veículos foram incendiados durante a ação e 20 a 30 assaltantes estariam envolvidos.
Jornais paraguaios, como o ABC Color, já consideram este como sendo o maior roubo já realizado no país. O grupo estava fortemente armado e teria, ainda, matado um policial que tentou capturar alguns assaltantes.
Além do policial morto, quatro pessoas que passavam pelo local na hora do assalto ficaram levemente feridas.
Momento em que o PCC assalta a Prosegur, empresa de transporte de valores, em Ciudad del Leste, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai. pic.twitter.com/COl4ob0iVJ
— Rádio BandNews FM (@radiobandnewsfm) 24 de abril de 2017
BRASILEIROS ENVOLVIDOS
Uma mulher teve o carro roubado pelos criminosos, que utilizaram o veículo para fechar a rua. De acordo com ela, os acusados trajavam roupas militares e falavam em português.
O próprio ministro do Interior do Paraguaio, Lorenzo Lezcano, afirmou que a quadrilha possivelmente é formada por brasileiros. Um dos fatos que comprova a suspeita é que os carros usados na ação tinham placas do Brasil.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal brasileira, as operações na fronteira foram normalizadas ainda na manhã desta segunda-feira e, depois do assalto, ninguém cruzou a ponte em direção ao Brasil.
TENTATIVA ANTERIOR
Em 2014, criminosos tentaram chegar ao cofre da Prosegur. Eles abriram um túnel, mas foram descobertos antes de concluir a ação. O imóvel próximo à sede da empresa, usado para iniciar o túnel, havia sido alugado por um cidadão brasileiro. Pelo menos seis paraguaios que trabalharam na escavação foram presos.
(Com informações do Extra)
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