O presidente Michel Temer (PMDB) afirmou que não pretende continuar na vida política após terminar o mandato, em 2018. E também reforçou que não pretende concorrer a um novo mandato presidencial. "Aposentar-me nunca, jamais, mas eu não tenho intenção de continuar a atividade política, já cumpri meu papel", afirmou em entrevista à RedeTV! gravada na última terça-feira (2) e exibida na noite da última quinta-feira(4).
Temer voltou a dizer que espera aprovar as reformas até o fim do mandato. "Só espero que as reformas deem certo e que não haja necessidade de pedirem para eu continuar", disse.
O presidente afirmou ainda que acredita não ter errado durante seu mandato, que assumiu após o afastamento da petista Dilma Rousseff, em maio de 2016. "É possível que eu tenha errado aqui e acolá, mas não sinto que tenha errado", disse. Temer falou que, se cometeu erros, foram acidentais e não propositais.
Impopularidade em alta
A impopularidade do governo Temer cresceu e já é comparável à de Dilma às vésperas da abertura do processo de impeachment que acabou por cassá-la em 2016.
Segundo pesquisa do Datafolha divulgada no último domingo (30), a gestão do peemedebista tem 61% de avaliação ruim ou péssima, com 28% a considerando regular e apenas 9%, ótimo ou bom.
Na mesma pesquisa, o Datafolha fez simulações de primeiro turno para eleição presidencial de 2018. Nos três cenários em que aparece, Temer não passa do 2% das intenções de votos. O presidente também aparece com a maior rejeição, 64% dizem que não votariam nele.
Cunha teria mentido
O presidente disse ainda que o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso em Curitiba, mentiu ao falar que Temer convocou diretamente a reunião com um executivo da Odebrecht em 2010.
"Lamento dizer que ele [Eduardo Cunha] se equivocou mentirosamente". O presidente afirmou também que não teme uma delação do ex-deputado. "Eu espero que ele seja feliz judicial e pessoalmente."
Delatores da empreiteira dizem que o encontro serviu para negociar propina da empresa para o PMDB. Temer afirmou que o encontro serviu apenas para um executivo "apertar a mão" dele porque tinha a intenção de contribuir para a campanha, mas que o assunto não foi tratado no encontro.
"Não se tratou desse assunto [propina], nem chegou a tratar de colaboração oficial". O peemedebista afirmou que ficou 15 minutos no encontro e que os presentes falaram sobre "generalidades".
(Com informações do portal UOL)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar