No último dia 30, 13 indígenas da etnia Gamela ficaram feridos após sofrerem um ataque de pistoleiros no Povoado dos Bahias, em Viana, no Maranhão. O ataque teve como base a disputa por terras na região, entre posseiros e indígenas. A situação no dia foi crítica, mas infelizmente, não foi o primeiro indício de violência na região. A área é marcada por conflitos por terra, com pequenos ataques tanto contra indígenas quanto contra posseiros.
Desde 2015, os indígenas pedem a demarcação de 14 mil hectares de terra, os quais afirmam terem sidos doados pela coroa portuguesa à tribo, mas que a partir de 1969 um processo de grilagem começou na região, com diversos posseiros tomando as terras para si. Já alguns moradores da região afirmam que desconhecem indígenas originarios da área e que o grupo que se diz Gamela não tem origem indígena.
Os indígenas tomaram posse de áreas em três municípios, Matinha, Penalva e Viana, sendo esse último o palco do ataque ocorrido no dia 30. Na mesma data, indígenas e posseiros entraram em conflito em outra região, com feridos em ambos os lados.
Os indígenas afirmam que há anos sofrem ameaças e pequenos ataques. Já outros moradores afirmam que têm casas e propriedades invadidas por indígenas, geralmente buscando saquear armamento e munição.
A Fudação Nacional do Índio (Funai) ainda irá iniciar os estudos para a demarcação de terra Gamela. O Ministério Público Federal no Maranhão afirmou propôs, ainda em 2016, uma ação civil pública para promover a identificação e demarcação das terras. Desde o dia 1° de maio, equipes das Polícias Militar e Federal fazem ronda na área para evitar novos conflitos.
(Com informações do UOL)
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