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PSDB faz "mea culpa" e promete "nova política"

Sem o prefeito paulistano João Doria, o PSDB apresentou em rede nacional de televisão nesta quinta-feira (11), um programa em que fez um mea culpa e acena para o que o líder tucano no Senado, Paulo Bauer (SC), chama de "nova política". "Às vezes, ouvir

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Sem o prefeito paulistano João Doria, o PSDB apresentou em rede nacional de televisão nesta quinta-feira (11), um programa em que fez um mea culpa e acena para o que o líder tucano no Senado, Paulo Bauer (SC), chama de "nova política".
"Às vezes, ouvir críticas pode ser difícil, mas é o primeiro passo, na verdade, o único passo para podermos melhorar de verdade a política", diz o senador Aécio Neves (MG), presidente nacional da sigla. O ex-presidente Fernando Henrique observa que o país completará dois séculos de Independência em cinco anos. "Já pensou se nesse dia você não precisasse votar contra alguém, mas a favor de alguém? Não com resignação, mas com esperança?", ele diz.
"Para esse dia chegar, é preciso passar o Brasil a limpo e aprender com os erros. O primeiro passo é reconstruir a política brasileira, resgatar valores e princípios", afirma FHC.
O narrador, mostrando pessoas de origens diversas, lista esses princípios: "Ouça criticas e ignore os elogios. Quem para de ouvir começa a errar"; "Errou? Volte atrás, corrija"; "Nada do que você usa no governo é seu, seja uma caneta ou um ministério"; "Você já tem o privilégio de representar o povo. Precisa de mais algum?".
O programa, de dez minutos, ao qual a reportagem teve acesso, define que a mudança necessária é de atitude, não de discurso. O "mea culpa" não apela para a defesa de se trocar "tudo o que está aí", começar do zero, mas sim "aprender com os erros", como diz FHC, e "melhorar a política", como diz Aécio.
A primeira metade do programa mostra um debate entre políticos apresentados como "novos" -mais jovens- e eleitores desiludidos. Também a biografia de Luislinda Valois, hoje ministra de Direitos Humanos, é apresentada como exemplo de inclusão de minorias na política.
"Queremos essas mulheres [negras, de periferia] no comando", ela diz. "Venha, venha, a luta é árdua, é grande, mas o resultado é grandioso. Marias, venham comigo. Vamos lutar por este país", ela chama. Alguns outros líderes partidários gravaram depoimentos.
"Estamos empenhados na Câmara Federal para acabar com os privilégios que tanto irritam vocês", diz Ricardo Tripoli, líder do partido na Casa.
"A maior contribuição que podemos dar é justamente fazer o que as pessoas estão pedindo: trabalhar com esforço e humildade para tirar o país da crise", afirma o governador Geraldo Alckmin, potencial candidato do PSDB à Presidência, em 2018.
"A nova política vai buscar solução para velhos problemas", promete Bauer.
(Folhapress)
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