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PSDB estuda romper com governo Temer

O PSDB que é o principal partido aliado ao governo de Michel Temer deverá entregar seus cargos, defender a saída do presidente por renúncia ou impeachment e a apoiar a realização de eleições indiretas no Congresso Nacional. A Folha noticiou nesta quinta-

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O PSDB que é o principal partido aliado ao governo de Michel Temer deverá entregar seus cargos, defender a saída do presidente por renúncia ou impeachment e a apoiar a realização de eleições indiretas no Congresso Nacional.

A Folha noticiou nesta quinta-feira (18), que a decisão deve ser tomada na tarde de hoje e alguns líderes defendiam que era preciso esperar a divulgação do áudio da gravação, em que Temer apoia a compra de silêncio de delatores da Lava Jato.

O rompimento está sendo discutido pelos líderes do partido, que deverão divulgar uma nota com a posição final ainda hoje. O consenso que se forma é de que só isso garantirá a sobrevivência mínima do partido.

Os rumores iniciaram com o escândalo que envolve Temer e a operação da Lava Jato contra Aécio Neves.

O senador afastado deixou o comando do partido, que dominava desde a campanha de 2014, na qual quase foi eleito presidente contra Dilma Rousseff (PT).

Aécio foi o principal “fiador” da união entre PSDB e PMDB desde o começo do governo Temer, após a abertura do processo de impeachment de Dilma no ano passado.

Ele foi citado em inúmeras delações e tem inquéritos abertos que o envolve. Com a delação da JBS, acabou sua condição de continuar liderando os tucanos, o que precipitou a discussão sobre o rompimento.

O senador José Serra também defende a questão e já havia deixado o governo e agora se defende de acusações na Lava Jato. O principal candidato a assumir a liderança do partido é o senador Tasso Jereissati (CE), que foi adversário histórico de Serra durante o governo Fernando Henrique Cardoso.

Se romper mesmo, o PSDB vai defender o cumprimento da Constituição e defender eleições indiretas.

(Com informações da Folha)

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