A defesa de Michel Temer formalizou nesta segunda-feira (22) no STF (Supremo Tribunal Federal) a desistência do pedido de suspensão do inquérito relativo ao presidente da República.
O pedido seria julgado nesta quarta-feira (24) pelo plenário do STF, mas a presidente da corte, ministra Carmen Lúcia, decidiu aguardar o resultado da perícia na gravação entre Temer e o empresário Joesley Batista.
Segundo Guedes, a defesa considerou suficiente a decisão do STF de julgar o presidente após perícia dos aúdios gravados por um dos donos da JBS, o empresário Joesley Batista.
Esta condição foi feita a pedido do relator da operação Lava Jato, ministro Edson Fachin.
"Eu vim dizer (ao ministro Edson Fachin) que, diante desse deferimento, não víamos mais a necessidade de suspender o processo e que o presidente quer que esse assunto seja resolvido o mais rápido possível", argumentou. "O presidente quer dar essa resposta ao País o mais rapidamente possível".
Ainda de acordo com o advogado, a defesa de Michel Temer encomedou perícia particular, que constatou cerca de 70 pontos "obscuros" nas gravações.
O resultado da análise deve ser apresentado às 18h. "Na nossa avaliação, não há dúvida, mas convicção de que este áudio é imprestável", finalizou.
O julgamento do pedido de Temer estava sendo encarado pelo mundo político como crucial para definir se o peemedebista teria condições de tentar permanecer no cargo. Uma negativa poderia ser a senha para que partidos governistas ampliassem o desembarque da gestão.
(Com informações de FolhaPress)
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