Tentando se defender após os escândalos denunciados após a delação da JBS, a defesa do presidente Michel Temer decidiu contratar um perito de áudio, que após análise, resolveu contestar a interpretação dos principais pontos do diálogo.
Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (22), o perito Ricardo Molina afirmou que a gravação não tem condições técnicas de ser utilizada em nenhum tipo de processo.
“O áudio é imprestável como prova”, disse Molina.
O perito contrariou a versão que tem sido divulgada do trecho no qual Joesley teria usado a frase “todo mês”, supostamente fazendo referência à pagamentos ao deputado cassado Eduardo Cunha. Para Molina, o presidente disse “Tô no meio”.
O especialista também afirmou que não é possível concluir se as interrupções foram causadas por defeito no gravador ou edição posterior.
Leia o trecho ao qual o perito se refere:
[Joesley]: Isso, que o Geddel é que andava sempre ali, mas o Geddel também com esse negócio eu perdi o contato, porque ele virou investigado e eu também não posso encontrar ele.
[Presidente Temer]: É complicado.
[Joesley]: Isso. O negócio dos vazamentos. O telefone lá do Eduardo com o com Geddel, volta e meia citava alguma coisa meio tangenciando a nós e não sei o quê, e eu tô lá me defendendo. Como é que eu... o que eu mais ou menos dei conta de fazer até agora? Eu tô de bem com o Eduardo.
[Presidente Temer]: Tem que manter isso, viu? [...]
[Joesley]: Todo mês, também, e tô segurando as pontas, tô indo. Nesses processos eu tô meio enrolado aqui, né, no processo assim...
[Presidente Temer]: Você está sendo investigado.
(Com informações de UOL)
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