O ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Sérgio Etchegoyen, afirmou que adotará medidas de restrição caso a manifestação marcada para terça-feira (6) registre episódios de depredação e vandalismo. Em entrevista à imprensa, ele não descartou, mas disse que desta vez a ideia não é acionar as Forças Armadas, como foi feito na manifestação no final de maio pela saída do presidente Michel Temer. Para esta terça-feira (6), movimentos sociais organizam protesto na Esplanada dos Ministérios em defesa da cassação do presidente no dia em que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) retomará julgamento sobre a chapa eleitoral de 2014, e uma mudança na constituição que possibilite a convocação de eleições diretas para a escolha de um novo presidente. "As manifestações são legítimas e não há nenhum tipo de sobressalto. Obviamente que se forem repetidos aqueles atos que aconteceram na outra semana, o governo estará preparado para tomar medidas que restrinjam e minem [episódios de violência]. E não necessariamente com as Forças Armadas", disse. A declaração ocorreu após reunião com o presidente para discutir a aplicação do Plano Nacional de Segurança, lançado em fevereiro, no Rio de Janeiro. O protesto anterior teve episódios de confronto entre policiais e manifestantes. Ao todo, 49 foram feridos e 8 foram detidos pela Polícia Militar do Distrito Federal. A manifestação reuniu 45 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, ou 150 mil, de acordo com organizadores. O presidente cobrou R$ 1,6 milhão dos organizadores por danos e estragos provocados no Ministério da Agricultura, no qual atearam fogo.
Fonte: FolhaPress
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