Após quatro dias de julgamento, o presidente Michel Temer já pode respirar aliviado. Por 4 votos a 3 – cabendo ao ministro Gilmar Mendes o voto final – a chapa Dilma/Temer foi absolvida pelo Tribunal Superior Eleitoral. Assim, Temer ocupará o cargo até as eleições de 2018.
O relator da ação, Herman Benjamin, foi o primeiro a declarar seu voto, pedindo a cassação da chapa. Em seguida, Napoleão Nunes, Admar Gonzaga e Tarcísio Vieira de Carvalho Neto votaram pela manutenção do presidente. Luiz Fux e Rosa Weber juntaram-se à Herman, votando a favor da cassação. Foi quando o voto de minerva de Gilmar Mendes, figura controvérsia do processo de julgamento, foi acionado.
E após um eloquente discurso, Gilmar Mendes decidiu pela permanência do presidente Michel Temer no cargo. "Não se substitui um presidente da República a toda hora, ainda que se queira", pontuou o ministro antes de dar o veredito final.
GILMAR MENDES MUDOU POSICIONAMENTO
Logo após a vitória de Dilma Roussef nas eleições presidenciais em 2015, Gilmar Mendes, atendendo pedido do PSDB, atuou para levar o processo de cassação da chapa presidencial adiante. Dois anos depois e com o contexto político totalmente diferente - com Dilma tendo sofrido impeachment, o ministro vota contra a cassação da chapa Dilma/Temer.
Na altura de abertura do processo em 2015, Gilmar Mendes foi proeminente na luta pelo julgamento, afirmando haver indícios suficientes para justificar uma ação em "busca da verdade e dos fatos".
O voto de minerva de Mendes expôs seu posicionamento político, que aliás, o ministro nunca fez questão de esconder, e traz à luz um profundo debate sobre o quanto a posição política de um juiz ou ministro pode influenciar o andamento de processos jurídicos.
(Com informações de UOL)
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