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Temer conta com o Congresso contra Janot e Fachin

A estratégia montada pelo Palácio do Planalto é ofensiva contra o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e os rumos da Lava Jato após o julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para "desconstruir" Janot e também o ministro Edson Fachin, que

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A estratégia montada pelo Palácio do Planalto é ofensiva contra o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e os rumos da Lava Jato após o julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para "desconstruir" Janot e também o ministro Edson Fachin, que é relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Michel Temer espera contar com o Congresso, na tentativa de impedir o avanço de provável denúncia contra ele.

A absolvição do presidente pelo TSE não significa o fim da crise. O governo precisará de ao menos 172 votos na Câmara para barrar a esperada acusação do Ministério Público.

O UOL divulgou uma entrevista em que , durante uma conversa reservada, um ministro próximo de Temer disse que a maioria dos deputados, com receio da Lava Jato, não vai fortalecer Janot e Fachin nessa ''batalha''. Temer é investigado por corrupção passiva, obstrução de Justiça e participação em organização criminosa.

Com a ameaça do PSDB de deixar a base aliada, o bloco conhecido como Centrão se reuniu e agora cerra fileiras em defesa de Temer, apresentando-se como "alternativa" aos tucanos.

O grupo reúne cerca de 150 deputados e pode ser o fiel da balança para salvar o presidente de eventual cassação do mandato.

O PSDB parece cada vez mais próximo do desembarque, mas a decisão final sobre a permanência ou não no governo será tomada somente na próxima segunda-feira (12), durante reunião do Diretório Nacional. Formado pelos partidos PP, PR, PTB, PRB e PSC, e abrigando muitos parlamentares do "baixo clero", o Centrão enxergou nessa turbulência a oportunidade para oferecer um "ombro amigo" ao presidente.

"Na crise, orai; na bonança, cantai louvores. E eu quero cantar louvores", disse o presidente do PTB, Roberto Jefferson, que na quarta-feira levou a bancada para um encontro com Temer. "Eleição direta só para presidente não dá. Por acaso o escolhido iria se ajoelhar para esse Congresso que está aí? Qualquer que seja o nome, não terá força para impor nada", disse o senador Telmário Mota (PTB) durante entrevista.

Cargos

Grupo do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB), o Centrão praticamente se desintegrou após a prisão do peemedebista na Lava Jato, no ano passado. Com o cerco se fechando em torno de Temer, porém, o bloco ganhou importância e está de olho em vagas hoje controladas pelo PSDB.

É o caso, por exemplo, do Ministério das Cidades, ocupado pelo deputado licenciado Bruno Araújo (PSDB) e cobiçado pelo PP, que hoje está à frente da Saúde. A garantia de governabilidade dada pelo bloco a Temer espera, ainda, recompensa com cargos em estatais e diretorias de bancos. Mesmo que o PSDB não deixe a base agora, o Centrão promete ficar ao lado de Temer, à espera do melhor momento para ampliar o seu espaço.

(Com informações do UOL)

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