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Brasileiros que deixam o País quase que dobrou

Com a crise econômica que atinge o Brasil, o número de brasileiros que tem deixado o País quase que dobrou entre os anos de 2014 e 2016. Segundo informações da Receita Federal, entre 2014 e 2016 foram entregues 55.402 Declarações de Saída Definitiva do

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Com a crise econômica que atinge o Brasil, o número de brasileiros que tem deixado o País quase que dobrou entre os anos de 2014 e 2016.

Segundo informações da Receita Federal, entre 2014 e 2016 foram entregues 55.402 Declarações de Saída Definitiva do País, um crescimento de 81,61% na comparação com o triênio de 2011 a 2013, quando 30.506 foram entregues.

No entanto, segundo reportagem do jornal Estadão, especialistas estimam que esse número seja ainda maior, já que nem todos os brasileiros entregam essa declaração quando deixam o País. As principais causas para o êxodo de nacionais são a situação política e a taxa de desemprego elevada.

Portugal, Canadá e Estados Unidos são alguns dos países preferenciais para brasileiras que buscam melhores oportunidades profissionais atualmente.

No entanto, segundo os especialistas, o presidente da consultoria especializada em mobilidade global Emdoc, João Marques da Fonseca, o chamado “imediatismo de resultados” é uma das maiores dificuldades dos brasileiros que tentam empreender em outros países.

Segundo João Marques, essa mudança de cenário exige compreensão da cultura local e adaptação dos produtos e serviços à necessidade do novo público.

Além disso, um dos maiores obstáculos, ao iniciar uma vida em outro país, pode ser a hospitalidade dos moradores locais, já que, segundo a reportagem, imigrantes vindos de países em desenvolvimento, como o Brasil, sofrem preconceito tanto no trato pessoal como nas oportunidades de emprego que lhes são oferecidas.

As chances de fixação em outro mercado acabam sendo maiores para executivos, empresários e profissionais que atuam em níveis hierárquicos mais altos do que para quem atua em posições operacionais, segundo sócia da consultoria suíça Egon Zehnder, Ângela Pêgas.

"Quem tem dinheiro compra um imóvel ou consegue um visto de investidor para poder fazer a migração. Essa migração que vimos nesse tempo de crise é de gente qualificada, que poderia contribuir muito com o Brasil, mas opta por fazer a vida lá fora”, Ângela.

Apesar do atual cenário, o presidente da Emdoc, João Marques da Fonseca, acredita que boa parte dos brasileiros que deixam o Brasil devem voltar no médio prazo.

“São pessoas que saem com muito otimismo, mas nem sempre encontram o resultado que buscam. Às vezes seguem o embalo de amigos próximos que foram e vivem bem, mas essa aposta não dá tão certo para todo mundo”, palpita João Marques.

(Com informações de Estadão)

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