Há quem critique, há quem defenda, quem fique confuso e até quem use como desculpa para justificar um atraso ocasional. O Horário de Verão é uma medida controversa, mas que continua sendo adotada devido à economia de energia que proporciona. Ou será que não? Segundo um estudo elaborado pelo Ministério de Minas e Energia, o quadro agora é outro. Mudanças no hábito do consumidor e novas tecnologias tiraram as melhoras práticas da medida: não há mais economia de energia.
Em síntese, a ideia do horário de verão é desafogar o sistema produtor de energia, reduzindo o consumo nos horários de pico. Por exemplo, no passado, o horário de maior consumo era entre 17h e 20h, quando os trabalhadores voltavam para a casa e tomavam banho com chuveiros elétricos. Com o horário de verão, outros serviços que ocorrem no mesmo horário, como o acionamento da iluminação pública, poderia ser adiado em uma hora, diminuindo a concentração do uso de energia, reduzindo gastos.
Segundo o ministério, a grande questão atual é que o chuveiro não é mais o grande vilão do gasto de energia, mas o ar-condicionador. Com o barateamento e popularidade crescente dos aparelhos, além das altas temperaturas do perído, o horário de pico de uso de energia passou a ser entre 14h e 15h e nas madrugadas, entre 00h e 7h.
A economia de energia no horário de 17h às 20h ainda existe, mas de acordo com o estudo, não conseguem compensar os gastos nos outros horários. Em 2016, durante o período do Horário de Verão, foi registrada uma economia de R$ 159,5 milhões no acionamento de usinas elétricas. Pode parecer um valor alto, mas é considerado "irrelevante" para o setor, segundo o Ministério.
Por que manter o horário, então? Segundo operadores do sistema elétrico, a medida ainda alivia o consumo excessivo em horários de pico, que pode ser problema, além de ter um valor cultural à população, que tem a impressão de que o horário traz benefícios ao cotidiano.
E você, o que acha do horário de verão?
(Com informações do R7)
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