A médica Haydee Marques da Silva, de 66 anos, será indiciada por homicídio doloso (quando há intenção de matar) por ter negado atendimento ao menino Breno Rodrigues Duarte da Silva, de 1 ano e 6 meses, no último dia 7 de junho. O menino, que tinha problemas neurológicos, morreu cerca de uma hora e meia depois, enquanto esperava socorro. De acordo com o site Extra, apesar do indiciamento, não houve pedido de prisão preventiva, o que significa que a médica deve responder ao processo em liberdade. Se condenada, Haydee pode ser sentenciada de 6 a 20 anos de cadeia. Segundo laudo do Instituto Médico Legal (IML), a médica poderia ter evitado a morte de Breno e a demora no atendimento foi determinante para o óbito da criança. Na ocasião, Haydee se negou a prestar o socorro alegando que não é pediatra. O laudo afirma ainda que, por causa do quadro de saúde da criança (infeccioso - gastroenterite - e taquicardia), a médica tinha que ter feito o atendimento em, no máximo, 10 minutos. Para o IML, a médica poderia ter realizado, além de cateter nasal e ventilação com "ambu", outros procedimentos para salvar a vida da criança. Essas técnicas usualmente estão disponíveis em hospitais e ambulâncias que prestam socorro e transporte de pacientes. À polícia, Haydee Marques da Silva admitiu que não prestou socorro a Breno porque não atende crianças. A profissional era funcionária da Cuidar Emergências Médicas, que prestava serviços para a Unimed-Rio, e foi demitida um dia depois do ocorrido. O CASO Breno sofria de uma doença neurológica chamada síndrome de ohtahara, que provoca convulsões severas. Na manhã do dia 7 de junho, a criança apresentou um quadro infeccioso, e a família chamou uma ambulância da Cuidar, por meio do plano de saúde Unimed-Rio. O veículo chegou com Haydee por volta de 9h no condomínio da criança, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio. Mas a profissional foi embora sem subir ao apartamento de Breno, que morreu cerca de uma hora e meia depois. Um vídeo gravado por uma câmera interna mostra a médica, dentro da ambulância, rasgando um documento, antes de o veículo ir embora do prédio, às 9h13. (Com informações do Extra)
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