Um jovem de 23 anos detido no município de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, confessou ter feito pelo menos 30 vítimas no jogo Baleia Azul, embora haja indícios de que ele teria feito até 40 vítimas. Nos casos mais graves, os participantes sofreram lesões e cortes na pele. O suspeito foi identificado como Matheus Moura da Silva. Ele irá responder pelos crimes de associação criminosa, tentativa de homicídio e lesão corporal. A prisão foi feita dentro da operação Aquárius, que tinha como objetivo cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra os responsáveis pelo Baleia Azul. A polícia informou que está investigando 10 pessoas, e curadores de outros estados estão sendo identificados. Os agentes também disseram que todas as vítimas que chegaram até a DRCI foram encaminhadas para acompanhamento psicológico para evitar que continuassem ou entrassem no jogo. A delegacia especializada conseguiu chegar a 15 vítimas do Baleia Azul. Para isso, foi necessário entrar em contatos com as secretarias estaduais de Saúde e Educação. VIDAS SALVAS A delegada responsável pelo caso, Fernanda Fernandes, afirmou que a investigação iniciou “do zero”, sem identificação de “vítimas”, “autores” ou “materialidade”, mas que, graças à ação policial, vidas foram salvas. “Crianças que estavam prestes a se matar. As vítimas chegavam na delegacia muito mutiladas. Conseguimos salvar vidas”, afirmou a delegada. Durante a investigação, agentes da especializada ainda esbarraram com recusa do Facebook em fornecer informações pedidas pela polícia, mesmo após ordem judicial determinando a entrega dos dados. O jogo da Baleia Azul, que se tornou motivo de preocupação em diferentes países, consiste em uma série de 50 desafios diários enviados ao participante por um "curador". Há desde tarefas simples como desenhar uma baleia azul numa folha de papel até outras muito mais mórbidas, como cortar os lábios ou furar a palma da mão diversas vezes. Como desafio final, o jogador deve se matar. (Com informações do site Extra)
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