Uma decisão da Justiça de São Paulo sobre uma peça teatral encenada em no município de Jundiaí está levantando grande polêmica entre os apreciadores de arte. A comarca do município decidiu proibir a apresentação do espetáculo "O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu", que mostrava Jesus Cristo como uma mulher transexual.
A decisão tem como base um pedido feio pela advogada Virginia Bossonaro Rampin Paiva, que deu entrada no processo contra o local de exibição do espetáculo, e determinou o fim da exibição da peça, sob multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento.
Em sua decisão, o juiz Luiz Antonio de Campos Júnior afirmou que a peça é "atentatória à dignidade da fé cristã, na qual Jesus Cristo não é uma imagem e muito menos um objeto de adoração apenas, mas sim o filho de Deus", e que apesar da liberdade de expressão, "não pode ser tolerado o desrespeito a uma crença, a uma religião, enfim, a uma figura venerada no mundo inteiro."
O juiz ainda afirmou que o Estado de São Paulo "tem Jesus Cristo como o filho de Deus" e que "se permitindo uma peça em que este homem sagrado seja encenado como um travesti, a toda evidência, caracteriza-se ofensa a um sem número de pessoas."
Pelo Facebook, a diretora da peça, Natalia Mallo, afirmou criticou a decisão e afirmou que a peça "busca resgatar a essência do que seria a mensagem de Jesus: afirmação da vida, tolerância, perdão, amor ao próximo", e que "para tanto, Jesus encarna em uma travesti, na identidade mais estigmatizada e marginalizada da nossa sociedade. A mensagem é de amor."
Os realizadores da peça já recorreram da decisão.
(Com informções do Estadão)
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