Um casal está sendo acusado de matar o próprio filho de seis meses, segundo apontou Serviço de Investigações de Crianças Desaparecidas (Sicride), da Polícia Civil do Paraná. O pai Rafael Kuyava foi preso e a mãe Luzia Prestes encaminhada a depor no na quinta-feira. No momento da prisão, a mãe disse que a morte do bebê foi um “acidente”. Os pais diziam que o bebê tinha sido sequestrado no final de agosto, em Itaperuçu, Região Metropolitana de Curitiba. As informações foram divulgadas pelo Paraná Portal.
De acordo com a delegada Iara Dechiche, responsável pela investigação, o casal é muito frio. “A criança morreu à noite, só no outro dia que eles resolveram levar, o que fazer com essa criança. A mãe não esboça sentimento nenhum. Às vezes ela chora e às vezes divaga. O pai não sabe a data do nascimento da criança. Os dois não sabem dizer que dia a criança morreu, só que foi no final de agosto”, disse.
A polícia encontrou o corpo do bebê enterrado em área afastada de Itaperuçu, em um matagal, atrás de uma pedreira, após ser guiada pelo pai da criança.
Investigação
De acordo com a Polícia Civil, inicialmente, o casal alegava que o filho havia sido sequestrado por quatro mulheres. Uma ocorrência foi registrada na delegacia de Almirante Tamandaré, município vizinho, e mensagens sobre o desaparecimento circulavam na internet.
O pai da criança, que já havia sido preso por roubo, é foragido da Colônia Penal Agrícola, em Piraquara, na Grande Curitiba, e havia um mandado de prisão em aberto contra ele. Após isso ser constado na investigação de desaparecimento, a polícia foi atrás da mãe, que trabalha em um supermercado. A mulher levou os policiais até o marido que questionaram o casal sobre o desaparecimento da criança.
A mãe teria dito, então, que na verdade o filho morreu afogado em um banho. Por medo de contar à polícia, tendo em vista os antecedentes do marido, o casal teria inventado a história do desaparecimento. Vizinhos contaram à polícia que não acreditaram que a criança tivesse sido sequestrada, já que o bebê chorava muito e sempre apresentou algumas marcas pelo corpo.
“Ela confessou que estava dando banho no filho, que ele morreu afogado. E que ela tentou reanimá-lo e que o filho se reanimou, que ele ficou meio molinho, e que eles puseram para dormir. Quando ela voltou a ver ela viu que a criança tinha morrido”, relata a delegada Iara Dechiche.
Após isso, a mãe relatou que eles enrolaram o bebê em um cobertor e saíram para ver onde enterrar a criança. “Como a situação ficou difícil para eles, porque os vizinhos começaram a desconfiar, eles mudaram de Itaperuçu para Almirante Tamandaré. Lá, ela foi até a delegacia para registrar um boletim de ocorrência, por sequestro. Ela não chegou a terminar o registro porque começou a passar mal. Aí ela foi para um hospital, de onde ela fugiu”, contou a delegada.
Pai nega homicídio
Rafael disse que a criança vomitou a água que havia engolido. “Dali um pouco fomos ver e ela [a criança] já estava geladinha. Na hora a gente não pensa direito”, argumenta o rapaz ao responder porque não saiu de casa para que a esposa pudesse chamar a polícia.
Um laudo do Instituto Médico Legal deve apontar a causa da morte da criança. O pai deve ficar preso inicialmente em razão do mandado aberto contra ele.
A polícia aguarda uma decisão da Justiça para garantir que a mulher também fique presa, já que não houve flagrante. Os dois devem ser processados por homicídio e ocultação de cadáver.
(Com informações do Paraná Portal)
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