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Conheça alguns termos usados no contexto da Indústria 4.0

Manufatura Aditiva Manufatura aditiva é a possibilidade de fabricar objetos sólidos tridimensionais, com o uso de uma impressora 3D, a partir de um desenho feito por um programa de computador (software). As tecnologias da manufatura aditiva já são explo

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Manufatura Aditiva

Manufatura aditiva é a possibilidade de fabricar objetos sólidos tridimensionais, com o uso de uma impressora 3D, a partir de um desenho feito por um programa de computador (software).

As tecnologias da manufatura aditiva já são exploradas nas áreas da saúde, automobilística e até em pesquisas da Nasa.

A montadora Audi, por exemplo, desenvolveu um protótipo de um carro que foi fabricado totalmente com impressoras em 3D. Isso deve reduzir drasticamente os custos de produção dos automóveis no futuro.

A Universidade de São Paulo (USP) também desenvolve um projeto voltado para criação de moldes para próteses ósseas, especificamente mandibulares, que deve ser utilizados em cirurgias de reconstituição de falhas de crânio e mandíbula, chamados ‘scaffolds’.

Reportagem do portal “A voz da indústria” aponta que um relatório da consultoria de inteligência de mercado IDC prevê crescimento anual de 24,1% no setor da manufatura aditiva, em um movimento financeiro que deve alcançar 35 bilhões de dólares até 2020.

O emprego desse tipo de tecnologia pode levar a uma redução média de custos de até 70%, segundo Anderson Soares, gerente da Stratasys Brasil, entrevistado pelo portal.

Vídeo, em inglês, mostra processo de construção de protótipo de carro feito a partir de impressões em 3D

Internet das coisas (IoT)

A Internet das Coisas é considerada uma nova fase na relação das pessoas com a internet: nela, diversos objetos do nosso cotidiano são interligados pela internet, interagindo entre si e com os seres humanos.

Por exemplo, os eletrodomésticos de uma casa "inteligente" podem ser controlados à distância por meio de um tablet ou mesmo programados para agir a partir da rotina do proprietário. Assim, uma geladeira poderá avisar quando determinado alimento estiver acabando, ou o carro enviará informações para o ar-condicionado da residência avisando que o morador está chegando, para que o eletrodoméstico seja ligado.

O protótipo Mobii, que está sendo desenvolvido pela montadora Ford e pela empresa de tecnologia Intel, por exemplo, quer mudar a relação dos seres humanos com os carros: ao entrar em um veículo do tipo, uma câmera fará o reconhecimento do rosto do motorista e oferecerá informações sobre o cotidiano dele, seja recomendando músicas ou incluindo rotas usuais ao GPS.

Caso uma pessoa desconhecida, que não está registrada no sistema, entre no carro, o software tira uma foto e manda as informações para o celular do dono, evitando furtos, por exemplo.

Carro inteligente usará Internet das Coisas para reconhecimento facial e até prevenção de furtos

Esta reportagem especial do DOL também mostrou o funcionamento dos caminhões da empresa Vale, que possuem cerca de 200 a 300 sensores instalados em cada veículo, que geram até 2 mil "alarmes" por dia, indicando condições que podem gerar avarias como um pneu mal calibrado ou uma estrada com falhas que está danificando as rodas do caminhão.

Um sistema faz a leitura dos milhares de "dados" enviados por esses alarmes e oferece relatórios para que manutenções preventivas possam ser feitas pelos técnicos da empresa.

Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), a expectativa é que os novos produtos e serviços viabilizados pela Internet das Coisas devem aportar, no mínimo, US$ 5 bilhões à economia brasileira, até 2025.

Por isso mesmo, em 2014 o Ministério das Comunicações (atual Ministério da Ciência Tecnologias, Inovação e Comunicações - MCTIC) criou a Câmara de Internet das Coisas, com objetivo de desenvolver o “Plano Nacional de Internet das Coisas”, que deve ser lançado até o final de 2017.

O plano reunirá 106 iniciativas para o desenvolvimento dessa tecnologia no Brasil e, por aqui, deve ser focada na manufatura em ambiente rural, em cidades populosas e nas áreas de saúde e segurança.

Big Data

O termo Big Data fez referência à grande quantidade de informações e dados - estruturados ou não - existentes na internet, que são gerados a partir de diversos fontes, como das redes sociais usadas pelos internautas.

E essa quantidade de informação é inimaginável: segundo estudo da empresa de Tecnologia da Informação Cisco, o tráfego no ano de 2016 foi maior que a soma de informação que circulou na internet entre 1984 e 2012. Em outro exemplo, a Cisco prevê que, em 2019, a cada segundo, quase um milhão de minutos de conteúdo em vídeo irá cruzar as redes.

Aprender a gerir e analisar essa quantidade colossal de dados é o grande desafio de diversas empresas na atualidade para criar conteúdos personalizados. Um dos principais é exemplo é o do site de vídeo em streaming Netflix, que a partir da leitura de dados fornecidos por cada usuários (tipos de filmes vistos, horários em que foram assistidos, até o tempo em que foram pausados) fornece conteúdos únicos para cada internauta.

Outro caso interessante sobre Big Data - divulgado pela rede de notícias BBC - envolveu o Tinder e uma jornalista francesa chamada Judith Duportail: a mulher, uma das 50 milhões de pessoas que usa o aplicativo de relacionamentos - resolveu pedir para que a empresa enviassse por e-mail tudo que sabia da usuária.

Com o apoio de um advogado e diversas trocas de e-mail, ela conseguiu que o Tinder enviasse a quantidade de informações que possuía sobre Judith. Ela só não esperava que fosse receber um documento de 800 páginas de dados pessoais, como mensagens enviadas e recebidas, likes no Facebook, as fotos do Instagram (incluindo algumas que foram postadas depois de Judith ter desvinculado as duas contas), a frequência e os horários em que usava o aplicativo e até dados de GPS.

(DOL)

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