Neste domingo (5), o maior desastre ambiental da história do Brasil completa 2 anos. No episódio conhecido como "a tragédia de Mariana", uma barragem da mineradora Samarco, no município de Mariana, em Minas Gerais, rompeu, fazendo jorrar um mar de lama por 650 Km, até chegar ao Oceano Atlântico, no Espírito Santo.
Cidades e povoados foram atingidos pela lama e o meio ambiente também sofreu grande impacto. Agora, 2 anos depois, surge a pergunta: o que está sendo feito para reparar todos os danos sociais e ambientais causados pela lama?
Para coordenar esse trabalho de recuperação, foi criada, em agosto do ano passado - após um compromisso assinado pelo Governo Federal, Governos de Minas Gerais e Espírito Santo, ONGs, representantes da sociedade e as mineradoras Samarco, Vale e BHP -, a Fundação Renova, instituição autônoma e independente, sem fins lucrativos.
Assista ao vídeo:
Até hoje, a Renova já aplicou cerca de R$ 2,5 bilhões em ações de compensação e reparação. Na bacia do Rio Doce - o principal rio da região -, o trabalho de recuperação é contínuo: 101 afluentes já foram reabilitados e 511 nascentes, protegidas.
Foram instalados 92 pontos de coleta de dados sobre a água e 22 estações automáticas de monitoramento. Com isso, a bacia do Rio Doce passou a ser a mais monitorada do Brasil. Além disso, mais de R$ 500 milhões foram pagos em indenizações e auxílio financeiro, alcançando 220 mil pessoas em Minas e no Espírito Santo.
Outro destaque são para as obras obras de infraestrutura já concluídas. São quase 700 obras, como a reforma ou construção de casas, escolas, estabelecimentos comerciais, praças, estradas e pontes. “A situação das pessoas que foram atingidas pelo rompimento da barragem é dramática e exige muita coisa sendo feita muito rapidamente. E isso tem de estar conectado com o futuro", destaca o diretor-presidente da Fundação Renova, Roberto Waack.
"A única maneira de fazermos isso é com a sociedade.” E ainda há muito a ser feito, principalmente nas questões que envolvem a indenização de pessoas atingidas pela tragédia e o reassentamento dos moradores dos povoados destruídos pela lama. Em relação às indenizações, a previsão é de que todo o processo seja concluído em 2018. Quando à reconstrução dos povoados destruídos, os trabalhos começarão no início do ano que vem, com previsão de término no segundo semestre de 2019.
(Klester Cavalcanti)
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