O período de entrega da declaração de Imposto de Renda iniciou na última quinta-feira (1º) e, junto com ele, instituições financeiras já anunciam a possibilidade de antecipar o recebimento da restituição. Normalmente, o dinheiro é liberado de imediato e o pagamento é descontado automaticamente da conta quando o contribuinte recebe a restituição da Receita Federal. Apesar da facilidade, o empréstimo requer cautela.
A educadora financeira e vice-presidente da Associação Brasileira dos Educadores Financeiros (Abefin), Ana Ferrari, alerta que a antecipação da restituição do imposto de renda é mais um tipo de empréstimo pessoal. Dessa forma, o contribuinte precisa ter cautela antes de solicitá-la para não correr o risco de complicar o orçamento familiar no futuro. “Como todo empréstimo, a antecipação tem juros. E além dos juros ainda pode ter Custos Efetivos, que incluem taxas como IOF ou demais taxas de administração, e que variam de acordo com a instituição bancária”.
PESQUISA
Para que todas essas taxas e despesas fiquem muito claras para o cliente, Ana Ferrari recomenda que o cliente pesquise muito bem que instituição oferece os menores juros. Normalmente essa linha de crédito exige que o contribuinte possua conta-corrente no banco escolhido, então essa pesquisa inicial é válida para pessoas que possuem conta em mais de um banco.
Além da possibilidade de custos extras com o pagamento de juros, a educadora financeira alerta para mais um fator que precisa ser avaliado antes de se decidir pelo empréstimo: “Você não pode cair na malha fina. Se cair já é algo ruim porque aumenta o prazo para você receber a restituição”. Ana lembra que a Receita Federal faz o pagamento das restituições em lotes, de acordo com o período em que o contribuinte entregou a declaração.
Porém, se o contribuinte cair na malha fina, precisará retificar a sua declaração e pode ser que só receba a restituição após o prazo previsto para o pagamento do empréstimo no banco. “Seria um empréstimo mais adequado para algo emergencial. Se não for para atender a uma urgência, melhor esperar o lote ser disponibilizado”.

(Cintia Magno/Diário do Pará)
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