Tradição nesta época do ano, o bacalhau é um dos produtos mais consumidos durante a Semana Santa. Devido à grande procura, o preço do produto pode aumentar nesse período. Porém, é necessário que o consumidor fique alerta para que não compre gato por lebre, ou melhor, peixe salgado por bacalhau.
O que alguns consumidores não sabem é que existem apenas três espécies que podem ser chamadas de bacalhau: Gadus morhua (bacalhau do Porto), Gadus macrocephalus (bacalhau do Pacífico) e Gadus ogac (bacalhau da Groelândia). As demais espécies, como Saithe, Ling e Zarbo devem ser comercializadas como peixe salgado tipo bacalhau ou peixe salgado seco.
"Vender um peixe salgado, dizendo ser bacalhau, apesar das semelhanças, é uma violação à legislação e ao Código de Defesa do Consumidor, e deve ser denunciado", afirma Henrique Lian, Diretor de Relações e Mídia da Proteste. Sabendo disso, a associação, separou algumas orientações que permitem ao consumidor reconhecer o alimento que está adquirindo.
Além de se certificar que não está sendo engando, o consumidor deve estar atentos a sinais de deterioração do produto. "Manchas alaranjadas no peixe salgado é um sinal de que já há uma colônia de fungos. Deve-se observar a consistência do peixe, esfarelamento também é um sinal de alerta".
SAIBA COMO IDENTIFICAR O VERDADEIRO BACALHAU
- O legítico bacalhau é largo e permite o corte em lombos.
- O rabo do peixe deve ser quase reto ou ligeiramente curvado para dentro, e de cor uniforme.
- A cor do produto deve ser esbranquiçada ou da tonalidade de palha.
- No verdadeiro bacalhau, a pele não se desgruda da carne com facilidade.
As infrmações são do Jornal Extra.
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