Um ano após ficar gravemente ferido após tomar uma cacetada de um policial militar durante um protesto contra as reformas do governo Temer, em Goiânia-GO, o universitário Mateus Ferreira da Silva marcou presença nas manifestações desta quarta-feira (04) em Brasília.
“Foi uma longa recuperação e até hoje é um processo difícil. Neste momento, eu me sinto um pouco mais confortável para participar, para estar aqui. Mas eu confesso que ainda tenho um pouco de receio”, afirmou o estudante de sociologia, de 33 anos, em entrevista ao portal regional Metrópoles.
Em abril de 2017, Mateus foi atingido na cabeça por um cassetete e ficou em coma durante semanas. O fato repercutiu mundialmente e mostrou a forma autoritária como as forças policiais agiram na ocasião, quando Mateus foi apanhado de surpresa pela cacetada covarde do PM.
O capitão Augusto Sampaio, acusado da agressão, foi flagrado pelas câmeras de segurança saindo correndo do local, enquanto o rapaz foi socorrido por outros manifestantes. O caso está na Justiça, mas ainda não teve um desfecho. Com traumatismo cranioencefálico (TCE) e múltiplas fraturas, o estudante passou 16 dias internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sedado e entubado. De lá para cá, fez duas cirurgias plásticas para reconstruir o rosto.
Nesta quarta-feira (4), Mateus Ferreira protesta ao lado de companheiros do PT, em Brasília. No mês passado, ele se filiou ao diretório do partido em Goiás e pretende disputar o cargo de deputado estadual nestas eleições. “Eu vejo com muita preocupação essa manifestação de ódio, que acaba virando violência. Se a gente não resolve os conflitos através da política, a gente vai resolver através da guerra, é? O ódio na internet está transbordando para o mundo real e isso é muito grave”, completou.
(Fonte: Metrópoles)
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