A pequena Mohara, de 2 anos, seguia no Carro dos Anjos, no Círio da Polícia Civil, que aconteceu ontem pela manhã. Os pais Jefferson Oliveira, web designer, e Renata Campos, psicóloga, levaram a filha para pedir bênçãos à Nossa Senhora de Nazaré. Esta já é a segunda vez que os pais levam a filha para participar da procissão da categoria. Para ambos é importante que a filha cresça envolvida com a cultura do Círio. Além disso, eles costumam rezar pela saúde da filha. “Nós nascemos e crescemos com essa manifestação. Trazer ela para a procissão faz parte do que a gente acredita enquanto católico e é a força maior para conduzir como pessoa”, diz a mãe.
Já o delegado Aldo Botelho, que também acompanhava a romaria, pedia paz. Há dez anos na corporação, ele sempre participa do Círio da Polícia Civil. “A gente pede mais segurança para a população e para os policiais também. E muita força para seguir com o nosso trabalho, que, às vezes, é muito estressante”, revela. O delegado, que também é motociclista, participou na primeira motorromaria dentro da procissão, que reuniu os grupos Pará Motoclube, Abutres e Bike Belém (de motos esportivas). “Agora eu venho de triciclo. Por enquanto, não quero moto”, explica o delegado, que já sofreu cinco quedas de moto.
CELEBRAÇÃO
O Círio da Polícia Civil já é realizado há 12 anos e reúne profissionais da segurança pública, familiares, comunidade do entorno da sede da instituição, em Nazaré. A procissão saiu da avenida Magalhães Barata à travessa Nove de Janeiro, passou pela avenida José Malcher e encerrou na Basílica, com uma missa. A delegada Wildenyra Lima é uma das coordenadoras do evento e acredita que por conta do trabalho tenso, os policiais necessitam de apoio religioso. “É uma tarefa muito árdua, pois trabalhamos com os problemas humanos. Queremos mostrar que nós temos o lado católico, somos tementes a Deus e Jesus Cristo. Viemos buscar bênçãos”, diz.
Um ônibus foi disponibilizado para que as pessoas, com necessidades especiais, pudessem acompanhar a procissão. (Diário do Pará)
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