Vidrilhos, miçangas, paetês, tergal. Nas mãos de Elisa Bittencourt, essas pequenas quinquilharias mundanas se transformam em material que exprime devoção. É com eles que Elisa vai construindo, artesanalmente, o manto do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, um meticuloso trabalho que teve início há uma década e que hoje faz parte da rotina da família.
“Sempre gostei de artesanato e sou muito devota. Acabei unindo as duas coisas”, diz ela. Elisa Bittencourt trabalha na ampla cozinha, que serve também de ateliê, na casa dela, no Conjunto Tapajós. Já participou de diversas exposições sobre o tema.
O que começou como passatempo se transformou em atividade certa, no segundo semestre. Sob encomenda Elisa faz mantos para famílias. Nas dez horas que tira por dia para trabalhar, chega a fazer até quatro mantos diariamente.
Funcionária pública, sempre tira férias no período do Círio e emenda com licenças. Tudo para poder se dedicar com afinco a essa tarefa. “Para mim é uma terapia. É relaxante, traz sempre uma grande satisfação”, diz. Geralmente Elisa começa a trabalhar às 13h e só para às 23h.
Aos poucos, a família foi se envolvendo na atividade. O braço direito de Elisa Bittencourt é a filha Marília, formada em Design, que ajuda com ideias de cores e na montagem. “É uma troca. Uma aprende com a outra”, diz Marília. (Diário do Pará)
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