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CÍRIO DE NAZARÉ

De joelhos, romeiros demonstram sua fé

Os devotos de Nossa Senhora de Nazaré são conhecidos por suas promessas e sacrifícios em nome das graças alcançadas. A equipe do DIÁRIO ONLINE conversou com alguns promesseiros, que compartilharam as suas histórias de vitórias e graças. Leônia Lima, 24,

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Os devotos de Nossa Senhora de Nazaré são conhecidos por suas promessas e sacrifícios em nome das graças alcançadas. A equipe do DIÁRIO ONLINE conversou com alguns promesseiros, que compartilharam as suas histórias de vitórias e graças.

Leônia Lima, 24, veio de Fortaleza, no Ceará, para a acompanhar a procissão. Neste ano, ela decidiu caminhar de joelhos, desde a Igreja da Sé para pagar uma promessa que fez no ano passado "Eu sentia uma dor muito forte na barriga e nenhum médico consegui curar. Fiz uma promessa para Nossa Senhora e ela me curou. Hoje estou aqui, pagando a minha promessa pela cura da minha doença", diz a jovem.

Manoel Raimundo,44 anos, também está fazendo percusso de joelhos e diz que a Santa o curou de uma doença grave na colun. "Eu ia ficar paraplégico, mas eu consegui me curar e hoje eu posso cumprir a minha promessa. Eu vou fazer isso por 5 anos.", diz Manoel.

A idosa Maria de Lourdes Maciel, 74 anos, caminhou de joelhos desde a avenida Presidente Vargas para agradecer a cura de uma infecção no osso da perna. E já faz este ritual há três anos e diz que continuará até quando tiver forças para isso.

Márcio Oliveira, 35, carrega uma pesada cruz de madeira de 3,5 metros de comprimento, desde a avenida Doca de Souza Franco. A promessa não é para agradecer a cura, mas sim, o fato de estar saudável e perto de sua família.

A aposentada maranhense, Graça Moraes Barros, 71, conheceu o Círio quando alguns paraenses se hospedaram em sua casa, no Maranhão. Desde então, já são 10 anos acompanhando a procissão de Nossa Senhora de Nazaré. Este ano ela não pôde acompanhar a pé devido a osteoporose que atinge seus dois joelhos. No entanto, Dona Graça, mesmo táxi, acompanhou todas as missas e manifestações religiosas em vigilia. Ela já está há 48 horas sem dormir e aguarda ansiosa a chegada da berlinda na praça Santurário.

Outro comovente relato é da defeciente física Adelia de Moraes, 70, que acompanha o Círio há 38 anos. Ela não possui as duas pernas, mas isso nunca a impediu de demonstrar a sua fé. "Eu venho aqui, todos os anos, para agradecer pela minha vida, pela minha saúde e pelas necessidades espirituais da humanidade", diz.

(DOL)

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