Todos os anos, o Círio conta história de amor, devoção e fé de romeiros e romeiras vindos de toda parte do Pará e do Brasil. Gente que completa o trajeto ao lado da imagem Santa do começo ao fim: alguns na corda, outros de joelhos. Há também quem o faça de maneira mais discreta, mas não por isso com menos devoção, menos fé. Cerca de 25 mil pessoas trabalharam no Círio ontem. E alguns, enquanto trabalhavam, também prestavam homenagens à padroeira dos paraenses.
Aos 59 anos, Demóstenes Guimarães tem a disposição e devoção necessárias para exercer a função de Guarda da Santa. Há cinco anos como guardião da imagem, ainda não consegue explicar a emoção que sente enquanto trabalha. “Só quem participa sabe o que é”, garante. “É um trabalho feito com o coração. É ele que nos dá forças quando achamos que não vamos conseguir (completar o trajeto)”, completa Fábio Almeida, que também anda lado a lado com a imagem peregrina como Guarda da Santa.
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