Já são mais de 20 anos de tradição. Essa é a história do Círio da Escola de Aplicação (antigo NPI) da Universidade Federal do Pará (UFPA). Este ano, a procissão acontece nesta sexta-feira, 7, na própria instituição de ensino. O evento conta com uma série de atividades, as quais ultrapassam o aspecto religioso.
A programação oficial começa nesta quinta-feira, 6, às 16h, com o Festival da Canção, na qual os alunos João Guilherme, do 5° ano do ensino fundamental, e Renan Neves, da 1ª etapa do ensino noturno, irão apresentar as músicas que criaram para o Festival, que terá a participação da professora e arranjadora musical, Eugênia Lobato.
De acordo com a docente, o tema para a composição da música foi livre. “A composição musical não teria que ser, necessariamente, sobre o Círio. A temática poderia ser geral sobre o Pará, referente, por exemplo, às mudanças na cidade de Belém”, explica. Além disso, “existe a satisfação por estar sendo possível agregar estudantes do ensino noturno, que via de regra não participam de muitas atividades oferecidas pela Escola, pois a maioria deles trabalha e leva uma vida diferenciada”, complementa a professora de Geografia das séries iniciais da Escola e coordenadora geral da festividade, Wanderléia Leitão.
Dando continuidade ao evento, também no dia 6, após o Festival da Canção, haverá a premiação da melhor redação no Concurso de Redação. Nesta seleção, o tema também poderia ser abrangente, no que concerne à expressão cultural paraense. Neste momento, serão premiados Artur Braian, estudante do 5° ano do ensino fundamental da Escola de Aplicação, que produziu o texto “A emoção do Círio”, melhor redação segundo a comissão julgadora, e Luiz Felipe Vasconcelos, aluno do 2° ano do ensino fundamental, que escreveu a história “Lápis mágico”, proposta que, segundo a coordenadora geral, não estava contemplada no concurso mas que foi reconhecida pela originalidade e por ter sido realizada por um criança de apenas 6 anos.
Trasladação – Após a premiação, às 17h30, haverá o Festival do Tacacá e, em seguida, fechando o primeiro dia, a partir das 18h, acontece a Trasladação (cortejo cultural). Esta, que contará com a berlinda de Nossa Senhora de Nazaré, terá início no prédio do ensino médio e irá para o complexo artístico, no ensino fundamental, concentrando a romaria, até este momento, nas dependências da instituição de ensino.
Procissão – A programação continua no dia 7, às 10h, com a Procissão do Círio. O percurso começa no complexo artístico da Escola de Aplicação, e vai para a rua. Posteriormente, volta e segue para o ensino médio e, depois, a procissão toma a direção do Salão Vermelho, espaço também localizado no ensino fundamental, onde a programação se encerra, aproximadamente, às 11h30, com o Festival da Maniçoba.
Público-Alvo – De acordo com a professora Wanderléia Leitão, a programação é destinada para alunos (e seus pais e familiares), professores e técnicos da Escola de Aplicação e da UFPA. A comunidade externa, caso compareça, também será bem-vinda.
Rede de parcerias – Ainda de acordo com a docente, a programação do Círio é uma atividade do projeto “Educação e cultura: o entrelaçar do Círio de Nazaré nas vivências da Escola de Aplicação”. O projeto é executado pelo Grupo de Estudo, Pesquisa e Extensão em Educação Inclusiva (GEPEI), grupo do qual Wanderléia Leitão é integrante, e está inserido no âmbito do Programa de Apoio a Projetos de Intervenção Metodológica (Papim) da UFPA.
“A proposta do Círio da Escola de Aplicação é congregar não apenas os católicos e devotos de Nossa Senhora de Nazaré, mas também qualquer pessoa que se sinta disposta a participar da festa. Por isso, por exemplo, a trasladação é denominada de cortejo cultural, pois acreditamos que o Círio é, acima de tudo, uma manifestação da cultura paraense”, resume Wanderleia Leitão.(Ascom UFPA)
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