Foram 15 dias de ensaios na Aldeia Amazônica, onde durante três horas e meia, cerca de 180 integrantes se preparavam para o maior espetáculo a céu aberto da cidade, o Auto do Círio, que levou na noite desta sexta-feira (07) às ruas da Cidade Velha uma homenagem à Virgem de Nazaré com muita dança, teatro e música.
O tema desse ano foi “Pavilhão de Flora: o teatro e suas manifestações populares”, que faz uma homenagem aos primeiros Círios. Pavilhão de Flora era o nome de um barracão, que servia de palco para apresentações folclóricas, como cordões de bichos e pássaros, apresentações de dança e teatro, localizado onde hoje é a Praça Santuário.
Na “Concentração”, localizada na Praça do Carmo, o Anjo Anunciador noticia o início do espetáculo e um coro musical agradece a Nossa Senhora e a cidade por poder compartilhar com eles sua arte. Em seguida entra a bateria e a saída do cortejo.
Na estação da “Música”, em frente à igreja da Sé, a Orquestra de Violoncelistas da Amazônia, da Universidade Federal do Pará - UFPA, se apresentou junto com Reginaldo Viana. A mistura de rock com carimbó animou a platéia que ainda pediu bis.
Em frente à igreja de Santo Alexandre, onde está a estação do “Teatro”, o cortejo foi recebido por bailarinos da escola Ballare, seguido por uma apresentação dos Palhaços Trovadores. A banda Cocota de Ortega também presta sua homenagem ao Círio nessa estação.
Na estação “Cultura Popular e Dança”, que fica em frente ao Instituto Geográfico do Pará, se concentram vários grupos de diversos lugares da cidade para mostrar sua arte. Além de quadrilhas e toadas, tem também o grupo Pará Folclore do Sesc e exibição dos resultados de duas oficinas de danças populares. A música fica por conta de um batuque feito pelo professor Edson Santana e Carla Giz.
No momento mais aguardado do cortejo, a “Apoteose” fica em frente ao Palácio Antônio Lemos e é lá o momento de agradecer. Nesse palco se apresentam o grupo de dança do Sesc, o cantor Arthur Nogueira, os sambistas Dominguinhos do Estácio e Meio-dia da Imperatriz Leopoldinense, e a Escola de Samba Bole-Bole, que em seu enredo de 2012 homenageia a Escola de Teatro da UFPA com o enredo “Escola de Teatro, Dança e Carnaval”. O sambista Fernando Gogó de Ouro é quem vai puxar o ritmo:" “Foi com grande emoção que recebi esse recebi esse convite. Poder homenagear Nossa Senhora de Nazaré cantando um enredo que foi sucesso em 1977, é mais que uma honra pra qualquer paraense”
Para o diretor geral do espetáculo, Beto Benone, realizar o Auto do Círio é uma grande responsabilidade. “O Auto é da cidade, todos aguardam. Tomamos muito cuidado com cada uma das estações, coreografias, cenários, para que a população se encante e volte ano que vem. Para quem já assistiu, digo que esse ano está mais bonito que o ano passado e para quem vem pela primeira vez, espero que cada um saia com o coração cheio de fé e encanto. O espetáculo foi feito para todos”, afirma Benone.
(DOL)
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