O Círio de Nossa Senhora de Nazaré recebe romeiros de todo o mundo e, aqueles que não puderam acompanhar a procissão, foram representados pelas bandeiras dos 143 municípios do Pará, a bandeira do Brasil e do Vaticano. Há dezenove anos, os alunos do Colégio Marista são responsáveis por esse ato simbólico.
A emoção tomou conta do lavrador José Lopes, 62, morador do município de Viseu. “Fiquei muito feliz ao ver a bandeira de Viseu, é como se Nossa Senhora estivesse abençoando o povo de lá”, disse. As bandeiras têm valor representativo, mas conseguem acolher quem estava longe. “É maravilhoso estar em Belém e acompanhar o Círio, o Natal dos paraenses. A cada ano a festa está mais maravilhosa e reconhecida no mundo todo. Como é bom ver a bandeira do meu Pará e sentir o calor de Belém”, afirma Maria Frizzi, 51. Ela é paraense e há 22 anos mora na Itália.
“Este pode ser o último ano que a bandeira do Pará está à frente da procissão, pois há a possibilidade da divisão do Estado. A responsabilidade se torna ainda maior e me sinto honrada em poder carregar a bandeira do Pará no Círio de Nazaré. É uma maneira de homenagear o povo paraense”, conta Maíra Cavalcante, estudante do convênio do Colégio Marista.
Ao todo, 248 alunos e antigos alunos do Colégio Marista participaram da homenagem. “Os alunos participam movidos pela fé, durante o ano todo desenvolvem atividades solidárias em creches, asilos e hospitais”, afirma Jadir Ramos Júnior, responsável pelo Pelotão das Bandeiras. “Os ensaios eram realizados ao 12h e, mesmo assim, todos estavam presentes, até quem tem outras atividades e estudantes em ano de vestibular”, completa.
LAÇOS RENOVADOS
O médico Marcos Aben- Athar, 28, é ex- aluno Marista e veio de São Luís (MA) para participar da homenagem à Nossa Senhora. “Os laços são renovados a cada ano e é sempre bom participar diretamente desta festa. É recompensante ver a imagem de perto, tenho a sensação de que ela (Nossa Senhora) consegue ouvir meus pensamentos”, disse. Há 15 anos o médico participa das homenagens à Santa.
Casos como o de Márcio inspiram outros estudantes. “Pretendo fazer como os antigos alunos e continuar a desenvolver atividades para ajudar a comunidade e homenagear N. Senhora de Nazaré”, afirma Stephany Barbalho, 17, estudante do convênio Marista. (Diário do Pará)
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