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CÍRIO DE NAZARÉ

Joanna emociona no Banco da Amazônia

Avenida das homenagens, a Presidente Vargas foi responsável por alguns dos momentos de maior atrativo visual do Círio. A cada ponto, apresentações musicais, chuva de papéis brilhosos e queima de fogos louvavam a passagem da Virgem de Nazaré. Em frente ao

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Avenida das homenagens, a Presidente Vargas foi responsável por alguns dos momentos de maior atrativo visual do Círio. A cada ponto, apresentações musicais, chuva de papéis brilhosos e queima de fogos louvavam a passagem da Virgem de Nazaré.

Em frente ao Banco da Amazônia é onde ocorre uma das mais belas homenagens à Virgem durante o Círio. Pétalas de flores caem sobre os devotos, o grupo vocal Ama canta em louvor à santa. Este ano, a cantora Joanna foi a atração principal em louvor à padroeira dos paraenses. Entoou com a ajuda de um coro de centenas de vozes músicas como “A padroeira” e “Nossa Senhora”.

Pela terceira vez, Joanna vem a Belém para reverenciar a Virgem e ainda se impressiona com a devoção dos fiéis. “Já vi muitas festas religiosas, posso dizer, com toda certeza, que nunca vi nada igual, como aqui no Pará. Mexer com a fé das pessoas, ver como as pessoas se mobilizam, ficam prostradas aos pés de Nossa Senhora, é algo muito emocionante. Quando me convidam pra vir a Belém nesse período, eu sei que tenho que me preparar espiritualmente para estar no palco”, afirma.

Talvez desse mesmo preparo venha a alegria de seu Natalino Farias, de 43 anos. Ele surge em meio à procissão, suado, imprensando e empurrado pelos romeiros. Seu Natalino nem liga. Não desanima. O corpo já foi escudado por 25 anos de romaria. Experiência suficiente para fazê-lo sorrir e dar o seguinte conselho para quem se emociona e verte lágrimas pelo caminho: “Não chora, não chora, hoje é dia de festa, tem que sorrir”.

MAR DE GENTE

Adentrar a via, contudo, não era fácil. O mar de gente movia-se em ondas, para frente e para trás, no ritmo imposto pela corda. Ainda era 7h30, mas a jogada de água já era constante sobre os que passavam por lá.

Em frente às agências bancárias, uma parada para os tributos especiais. Nos vidros dos prédios era possível ver o reflexo do brilho dos fogos. As canções, cantadas por cantores regionais, emocionavam o público.

No rosto de dona Elvira Cardoso, suor e lágrimas se confundiam. Assistindo à procissão na esquina com a avenida Manoel Barata, ela era uma das que faziam das transversais um trajeto paralelo. Estreitas, as vias pareciam ter se expandido para comportar toda a multidão que entrava e saía do percurso principal. O único problema da rota alternativa, reclamou o administrador Valério Aguiar, foi o excesso de ambulantes.

Na procissão, a hierarquia de prioridades garantia o fluxo da multidão. Crianças eram postas sobre o ombro. Idosos eram segurados com firmeza por familiares. Homens seguiam na frente, tentando abrir espaço com os braços. Quem acompanhava, recebia a ajuda que quem apenas assistia, e assim, na mesma união de fé, a berlinda dobrou ainda às 10h na avenida Nazaré. (Diário do Pará)

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