O governador Simão Jatene disse ontem (9) haver pedido, na simples condição de católico, duas graças à Nossa Senhora de Nazaré no Círio deste ano. O primeiro, que o sentimento de união e fraternidade, que toma conta dos corações paraenses na época do Círio, possa estar presente no dia a dia da população e no seio das famílias, todos os dias do ano e em todos os anos de vida de todos os paraenses. O governador acompanhou a passagem da Santa, ontem e no sábado à noite, durante a Trasladação, de um palanque armado em frente à Estação das Docas.
O segundo pedido, conforme frisou o governador, foi para que Nossa Senhora ilumine a todos, governo e sociedade, a fim de que se possa construir no Pará uma sociedade melhor e mais fraterna, com mais saúde, mais segurança e mais educação. “Enfim, uma sociedade feliz”, enfatizou, dizendo entender que esse é o desejo do povo paraense. “Um povo que faz uma festa com essa devoção é um povo que pode construir a sociedade que ele deseja e merece”.
Simão Jatene destacou que ele tem afirmado repetidamente que quem deve construir a sociedade é a própria sociedade. “Os governos podem apenas ajudar ou atrapalhar, conforme o caso”, ressaltou. E o Círio, segundo ele, é uma “enorme demonstração disso”, de que o povo tem a capacidade de definir o seu próprio destino. “Quem controla o Círio é o povo”.
O governador do Pará deixou claro que o Círio de Nazaré tem, para ele, diversos significados. Mas um o emociona especialmente, conforme frisou: o ato de encontrar. “É encontrar os amigos, encontrar a família, e, sobretudo, os valores mais bonitos que há no interior de cada um de nós”.
Segundo Jatene, o Círio tem a capacidade de despertar sentimentos de paz, fraternidade e solidariedade, o que permite que milhões de pessoas se reúnam sem que daí resultem maiores incidentes. “Eu acho que isso se deve exatamente ao amor que se derrama e se faz presente no coração de cada um de nós. O meu desejo é que esse sentimento possa nos acompanhar sempre”, assinalou.
Jatene e sua mulher, Ana, chegaram à Estação as Docas às 7h de ontem. Com eles estavam poucos convidados, e praticamente nenhum político. A exceção foi o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Manoel Pioneiro. Na comitiva do governador estavam ainda o vice-governador Helenilson Cunha Pontes e o desembargador Milton Nobre, ex-presidente do Tribunal de Justiça do Estado. Ausências particularmente notadas foram as dos senadores Mário Couto e Fernando Flexa Ribeiro. (Diário do Pará)
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