O governo da presidente Dilma Rousseff endureceu a política de greves e irritou os dirigientes das principais centrais sindicais do país.
A necessidade de ajuste fiscal e o receio de uma escalada inflacionária levaram o Executivo a atacar o "bolso dos grevistas" com corte de ponto. De acordo com as centrais sindicais, esta medida raramente foi tomada durante os oito anos da gestão Lula.
O objetivo é desencorajar paralisações que se anunciam em outras áreas cruciais, como policiais e servidores do Judiciário. Os petroleiros podem ser a próxima categoria a entrar em greve, já que os sindicatos negociam essa semana diretamente com a Petrobras e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.
O corte de ponto, quando os trabalhadores têm descontados do salário os dias em que não trabalharam por causa da greve, chegou a ser cogitado pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, quanto teve início a paralisação nos Correios.
(BAND)
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