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CÍRIO DE NAZARÉ

Catarinense, corda do Círio 2012 não terá óleo

A diretoria da Festa do Círio de Nazaré apresentou no sábado de manhã, no Centro Social de Nazaré, a corda do Círio 2012. A corda chegou sexta à noite a Belém. Ela é de sisal, mede 800 metros, tem duas polegadas de diâmetro e pesa 1.250 quilos. Um dos mai

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A diretoria da Festa do Círio de Nazaré apresentou no sábado de manhã, no Centro Social de Nazaré, a corda do Círio 2012. A corda chegou sexta à noite a Belém. Ela é de sisal, mede 800 metros, tem duas polegadas de diâmetro e pesa 1.250 quilos. Um dos maiores ícones do Círio, a corda deste ano foi confeccionada pela primeira vez em Santa Catarina. Foram sete dias de viagem até chegar em Belém.

A corda já vem dividida em pedaços de 50 metros com argolas próprias para a atrelagem das cinco estações do Círio. Cerca de 400 metros da corda serão usados na Trasladação e outros 400 no Círio. A corda deste ano tem uma coloração mais clara porque, ao contrário dos outros anos, não foi embebida em óleo - como quando era produzida em Salvador, na Bahia.

O diretor de Procissão do Círio, Guto Nobre, explicou que a fábrica de Salvador faliu e fechou as portas, obrigando a diretoria do Círio a procurar pelo Brasil inteiro quem fabricasse aquele que é um dos símbolos da fé dos paraenses.

“A coloração mais clara não envolve problemas em relação à qualidade e à durabilidade dessa corda. Nós fizemos todos os testes possíveis e necessários antes de encomendá-la”, garantiu Guto. Segundo o diretor, a chegada da corda é um momento de suma importância para a diretoria e para os fiéis. “É um momento de fé e é a chegada de um último ícone do Círio”.

SEM CORTE

A campanha contra o corte antecipado da corda vai ser reeditada este ano. Dom Alberto Taveira já está gravando as chamadas e o material será editado ainda esta semana. “Vamos avançar na campanha que está sendo construída com muito carinho, com o acompanhamento de Dom Alberto”, disse Cleber Vieira, coordenador da Festa.

Como foi feito no ano passado, será construída uma plataforma onde Dom Alberto e outros integrantes do clero vão ficar próximos da avenida Generalíssimo, quando então a corda será cortada e distribuída como lembrança aos promesseiros. “Mostramos no ano passado para o promesseiro a importância dessa corda chegar atrelada. O Círio pode sim chegar atrelado, pode sim chegar cedo e ser uma festa bonita e organizada”, afirmou Cleber. O local onde a corda será cortada é o mais adequado, segundo ele, para as pessoas pegarem o seu pedaço e saírem pela Generalíssimo e pela Presidente Pernambuco.

A corda ficará na Estação dos Carros até a Trasladação e o Círio. Ela será esticada e reforçada na junção com as argolas que permitem a atrelagem às estações.

A corda foi introduzida no Círio por um motivo bem mundano, mas logo foi alçada à condição de símbolo do fervor dos paraenses por Nossa Senhora de Nazaré. Era o ano de 1855, e a Berlinda que era puxada por animais atolou na rua de chão batido, nas proximidades do Ver-o-Peso. Os devotos logo providenciaram uma enorme corda para puxar a Berlinda. O costume foi incorporado oficialmente à procissão somente em 1885, quando a corda passou a substituir os animais que puxavam a Berlinda.

PROMESSEIROS

Cerca de 800 jovens de diversas paróquias de Belém participaram, sábado de manhã, no auditório do Centur, do evento “Evangelização na Corda”, promovido pela Diretoria da Festa do Círio de Nazaré. O encontro teve a participação do arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira, que disse que “confia nos jovens”.

Os jovens se inscreveram para participar do evento em suas comunidades e escolas. É o quinto ano consecutivo que é realizada a “Evangelização na Corda” que tem por objetivo preparar os jovens para acompanharem o Círio nos arredores da corda, dando apoio aos promesseiros e evangelizando as pessoas. Eles são identificados por camisetas próprias doadas pela diretoria da festa.

Eles recebem orientação de como se portar durante a procissão e como podem ajudar os promesseiros. “Eles são como Cirineu, que ajudou Jesus a carregar a cruz”, diz o diretor de Procissão do Círio, Carlos Sérgio. Os jovens também vão ajudar na campanha contra o corte antecipado da corda.

A estudante Jenifer de Oliveira, 19, da Paróquia de São Pedro e São Paulo, no Guamá, estava empolgada com a ideia de participar pela primeira vez da procissão no meio dos promesseiros. Ela sempre assistia a passagem da Berlinda, mas nunca encarou a procissão. Ela disse que se sentiu “acolhida e cativada” e ficou mais motivada a participar depois do encontro. Os jovens agora só voltarão a se encontrar na Trasladação e no Círio.

(Diário do Pará)

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