O XIV Círio da Fundação Pestalozzi, realizado ontem, foi marcado por uma missa campal e apresentação de danças folclóricas. Os alunos da Fundação, que atende cerca de 500 crianças, jovens e adultos com deficiência intelectual, déficit de atenção, Síndrome de Down, autismo e deficiências múltiplas, passaram a semana conhecendo a cultura do Círio e seus significados. A programação em alusão a Nossa Senhora de Nazaré encerrará com uma homenagem à Santa, durante a procissão rodoviária.
Os estudantes encenaram ainda a peça “Auto do Círio”, sob a orientação da professora Maura Medeiros. O grupo tem 34 anos e sempre encanta os convidados com apresentações de danças artísticas e folclóricas. “Estimula o lado cognitivo e psicomotor através da arte e da cultura”, analisa Ricardo Reis, diretor das Escolas Lourenço Filho e Helena Antipoff, que compõe a Fundação Pestalozzi. Para ele, momentos como os de ontem aproximam a escola, os alunos e os responsáveis.
Desde os seis meses de idade, Vivian Andrade, 35, é aluna da Pestalozzi, local onde ela passa a maior parte do tempo e aprende de tudo um pouco. “Eu gosto de pintura, esporte e dança”, diz ao se encaminhar ao vestiário para mudar de roupa. Ela foi uma das atrizes que encenou o “Auto do Círio” e dançou carimbó em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré.
“Minha filha está aqui desde criança e ela só está evoluindo. Vai e vem de qualquer lugar, sozinha. Até para Outeiro ela vai só”, fala com orgulho a aposentada Benedita Andrade, 59, mãe de Vivian.
(Diário do Pará)
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