Das propriedades de cinco agricultores familiares de Benevides, Região Metropolitana de Belém, virão as flores tropicais que vão decorar a maioria dos andores e altares do Círio de Nazaré deste ano. A ação está sendo coordenada pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater).
Primeira instituição pública a firmar parceria com a diretoria da maior manifestação católica do mundo, a Emater oportuniza aos pequenos agricultores que negociem sua produção diretamente com o esse público consumidor. Com os floricultores, a empresa assiste e incentiva o cultivo das flores tropicais por meio de cursos, oficinas e palestras motivadoras.
Orquídeas, bastão do imperador, alpínias, murta e folhagem, darão um motivo amazônico para as procissões da festa de Nazaré e já começam a ser usadas na sexta-feira (12). A escadinha localizada na Praça Pedro Teixeira, na chegada da Romaria Fluvial receberá murta. A folhagem verde de tamanho pequeno e de arquitetura que valoriza a ornamentação também será usada no altar do colégio Gentil Bittencourt durante a missa da Trasladação e no altar do Catedral da Sé durante a missa do Círio. Orquídeas brancas também enfeitarão a berlinda que conduzirá a imagem da santa, no traslado para o município de Ananindeua.
O produtor Carlos Alberto de Oliveira, que há 12 anos se dedica ao cultivo de flores, disse que esse é um momento muito importante, tanto pelo valor religioso, quanto pela divulgação do trabalho desenvolvido pelos floricultores. “Essa é a primeira vez que teremos oportunidade de ter as nossas flores mostradas ao mundo inteiro e ainda enfeitando as procissões de Nossa Senhora de Nazaré. A presença da Emater é fundamental nesse processo”, confirmou Carlos Alberto.
Um diagnóstico georreferenciado da Emater indica que Benevides é o maior produtor de flores no Pará, com 32 agricultores trabalhando ativamente. O corte das flores para a Festa de Nazaré começa a ser realizado no início da manhã da quinta-feira Todo o material colhido recebe limpeza e hidratação, o que permite agregar qualidade e manter a planta viçosa e durável. “Após o corte, sem tratamento, a flor acelera a desidratação. O processo técnico vai garantir um período maior de vida a planta”, disse Ailson Cardoso, geógrafo da Emater.
(Agência Pará)
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