Fitas que desciam do prédio da Rede Brasil Amazônia (RBA) formavam o contorno da imagem de Nossa Senhora de Nazaré. Às 9h20, ela chegou e trouxe lágrimas aos olhos das centenas de pessoas que a esperavam. Fotos, papel picado, balões e pétalas de rosas deram cor à homenagem do grupo RBA à passagem da Virgem de Nazaré durante o traslado a Ananindeua. Todos os anos, diretoria, funcionários da empresa e populares tornam o local parada obrigatória para ver a Imagem Peregrina.
“Nós que fazemos a RBA, queremos agradecer a diretoria do Círio pela honra de poder homenagear Nossa Senhora e pedir proteção a todos nós paraenses”, comentou o diretor-geral do grupo RBA, Camilo Centeno. Em coro e puxados pela voz da cantora Rosângela Maria, todos cantavam hinos de louvor à Mãe de Deus e balançavam os lenços brancos que foram distribuídos aos fiéis.
Há mais de dez anos, a professora aposentada Ruth da Silva, 67, assiste na RBA a passagem de Nossa Senhora. “Eu faço questão de vir aqui, sou muito bem tratada e me sinto acolhida”, conta. “Enquanto vida eu tiver, virei ver a santa aqui”, completa. Pela décima segunda vez, o grupo RBA presta devoção à Padroeira dos paraenses. “É uma emoção muito grande pra gente que faz a RBA poder recebê-la para visitar e abençoar os funcionários”, disse o diretor- presidente do DIÁRIO, Jader Filho. “Agradecemos à diretoria da Festa por nos permitir esta honra. É um momento muito feliz”, finalizou.
Com a comoção pelas demonstrações de fé, a deputada federal Elcione Barbalho disse que não tinha nada a pedir, somente a agradecer. “Que ela derrame benções sobre o nosso povo e abençoe os nossos governantes, para que os recursos da Amazônia sejam transformados em oportunidades para a população”. Lembrando Gilberto Gil, ela falou que “a fé não costuma falhar” ao relatar que o povo não desencanta, não perde a fé.
Para o diretor-financeiro da RBA, Francisco Melo, poder homenagear a Virgem de Nazaré é uma dádiva. “A RBA está no caminho de Nossa Senhora de Nazaré e ela para em frente à empresa e nós temos a obrigação de acolhê-la esperançosamente”.
Ter a fé renovada. Aproximar-se da imagem de Nossa Senhora de Nazaré faz com que a jornalista Vanessa Fortes sinta que na semana do Círio as forças que perdeu durante o ano sejam repostas. “É a minha fonte de renovação”, conclui. A solidariedade ocasionada pelo Círio surpreende a comunicóloga que pela sétima vez deve ir na corda. “A gente consegue ver a união das pessoas em um único final de semana, tudo floresce. A fé move”.
Como recordação, a aposentada Lucidéia Ribeiro, 66, juntou algumas pétalas de rosas para levar para casa. “Vou botar aos pés da santinha que tenho na sala”, explicou a mulher, que todos os anos espera Nossa Senhora passar pela avenida Almirante Barroso para agradecer à Santa.
(Diário do Pará)
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