Mesmo com o feriado prolongado que antecedeu o final de semana do Círio de Bragança, a romaria matinal com cerca de 130 mil fiéis superou a expectativa da diretoria da festa. Em Ajuruteua, os ônibus tiveram que ficar à beira da estrada devido à lotação no estacionamento da praia, tamanho o número de visitantes.
A reta de maior extensão no percurso do Círio de Bragança é na avenida Cônego Clementino, entre a BR 308 e a travessa João Paulo Ribeiro, trecho em que a equipe da 5ª Companhia Independente de Polícia Militar (5ª CIPM) avaliou a média de 130 mil fiéis participando do cortejo, iniciado, às 7h, na Igreja de São Benedito, e encerrado às 10h, na Praça da Matriz, onde ficam a Catedral de Nossa Senhora do Rosário e o Palácio Episcopal, lugar da tradicional missa campal na chegada da procissão. “Esperávamos por no máximo 90 mil fiéis, devido ao feriadão do final de semana anterior, mas fomos surpreendidos positivamente por esse mar de devotos de Maria, atravessando a cidade, levando a palavra do Evangelho por onde passa”, disse o diretor da festividade, Carlos Fernando Costa, que é diretor do Instituto Médico Legal em Bragança, enquanto acompanhava a medição do número de pessoas na procissão, feita pela equipe da 5ª CIPM, em parceria com o Corpo de Bombeiros.
Enfatizando o tema “Maria e os bragantinos rumo aos 400 anos”, que reverencia os quatro séculos de fundação do município, que serão comemorados no dia 08 de julho de 2013, durante a homilia na missa campal, o bispo Dom Luis Ferrando falou sobre o pioneirismo da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário em ações que contribuíram para o desenvolvimento do município, atribuindo a conquista graças às doações feitas pelos fiéis, seja em serviços ou recursos, a quem o religioso agradeceu. “A paróquia são os fiéis que a fazem, portanto a contribuição promovida pela paróquia é de vocês, cristãos que constituem esta paróquia”, assinalou Dom Luis.
A arte do cartaz do Círio deste ano traz fotografias em preto e branco de mais de 100 bragantinos muito conhecidos na cidade. “Estas pessoas que estão no cartaz representam todos os que fizeram a história da paróquia, entidade que em toda sua existência, está intimamente ligada à história de Bragança”.
MARÉ
Em Ajuruteua, o horário da maré contribuiu para os festejos, com alta somente por volta das 16h - quando muitos banhistas foram à praia, oriundos dos mais de 340 ônibus que chegaram desde a madrugada de domingo até ao meio dia.
Além das pousadas e restaurantes lotados de ponta a ponta dos quase nove quilômetros de frente para o Atlântico, o estacionamento com capacidade para 300 ônibus ficou pequeno para o número de coletivos no dia do Círio.
“Em dias como este, nós temos que apelar para o improviso, pois não há espaço e precisamos chegar ao destino dos contratantes do serviço. Afinal, é o nosso trabalho”, conclui o motorista José Francisco do Espírito Santo, enquanto estacionava à beira da estrada sem acostamento, assim como dezenas de outros colegas estavam sendo obrigados a fazer.
(Diário do Pará)
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