Pelo terceiro ano consecutivo, a Diretoria da Festa de Nazaré lança a campanha “Não Corte a Corda” como uma forma de conscientizar os romeiros a manter a corda intacta desde a trasladação, no sábado, 12, até a chegada da berlinda na avenida Nazaré, próximo à Generalíssimo Deodoro, no domingo, 13.
Desde ontem já circulam nos veículos de comunicação os anúncios e a informação de que a bênção a um dos maiores símbolos do Círio só acontecerá em frente ao Colégio Santa Catarina de Sena, no domingo, pelo arcebispo metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira e que a própria Guarda de Nazaré cortará a corda em seguida, distribuindo pedaços dela aos fiéis.
Adesão
O diretor da festa, Kléber Vieira, afirma que a campanha tem adesão maior a cada ano, e que a medida garante uma série de fatores relacionados à segurança dos que acompanham as romarias, bem como reforça o respeito à celebração como um todo.
“A corda tem enorme simbologia dentro da festa do Círio de Nazaré e o promesseiro de verdade, que respeita a tradição, ele não quer que a corda seja cortada. Inclusive, e principalmente depois que a ideia da campanha nasceu, esse promesseiro se tornou fiscal para evitar que esse corte aconteça, ele aponta, chama a atenção de quem tenta cortar”, explica.
Ele reforça que, ao contrário do que se imagina, o corte da corda não acelera a procissão. “Quando o corte acontece antes da hora, a berlinda perde a tração e a evolução da romaria se torna mais lenta. Sem contar que a corda está esticada, tensionada, e quando o corte ocorre ela se torna um chicote e ‘cospe’ quem estiver por perto”, diz.
“O risco também é grande para quem está na corda, que pode acabar sofrendo cortes e ferimentos, já que as pessoas carregam consigo facas e estiletes para conseguir um pedaço do material. A campanha também bate nessa tecla, pede para que o fiel não ande com essas armas no meio da procissão”, detalha Kléber.
“Acima de qualquer coisa, queremos manter o respeito aos elementos do Círio de Nazaré e rezamos para que os romeiros nos ajudem nisso”.
A intenção é bem vista aos olhos do público. A dona de casa Benedita dos Santos, que acompanhou a romaria de domingo no ano passado, disse achar correta a iniciativa da diretoria. “Não tem por que cortar, é até uma falta de respeito, além de ser perigoso”, justificou. “É muta gente junto e não faz sentido uma coisa dessas, cortar pedaços da corda no meio da confusão, facilitando que alguém se machuque”, concordou a dona de casa Izane Prestes.
(Diário do Pará)
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