A intimidade dos paraenses com Nossa Senhora é tanta, que é costume ouvirmos alguém chamá-la de “Naza”, “Nazinha”, “Nazica”. Também não é difícil encontrar mulheres que receberam o nome em homenagem à padroeira dos paraenses.
“Eu odiava esse nome quando era criança, achava que era nome de velha. As crianças faziam bullying comigo”, relembra a publicitária Karla Nazareth, que foi batizada assim após um sonho da mãe com Nossa Senhora. “E tinha que ser Nazareth com TH porque é como está escrito na Basílica”.
E mesmo com o nome que remete à proteção para tanta gente, Karla não se sentia assim. “Uma época eu achava que minha vida era mais difícil por causa desse nome, porque nazareth tem azar no meio nAZARerth”, diverte-se.
Hoje, ela não consegue se imaginar com outro nome. “Eu odiei tanto esse nome que, em certo momento da minha vida, eu percebi que ele era a parte mais marcante de todos os nomes que eu carregava. Daí, passei a amá-lo e a usá-lo como o único nome possível”.
A historiadora Maria de Nazaré Sarges acredita que o nome lhe traz uma ligação especial com Nossa Senhora. “Ela é uma das minhas santas de devoção. Recebi o nome porque minha mãe era muito católica e deu para todos os filhos nomes de santos. Tive a sorte de ser premiada com o nome de Nossa Senhora”.
No Círio de Nazaré, Naná, como é chamada, gosta de seguir a Trasladação. “É muita energia. Aproveito também para revisitar a cidade, ver como estão pontos históricos durante o trajeto”.
Já a dona de casa Nazaré Oliveira aproveita o Círio para visitar a Basílica. “É a minha chance de ir até a casa dela. Aproveitar e agradecer por tudo, inclusive por este nome que sempre me deu sorte”.
(Antonio Santos/DOL)
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