Belém acordou de ressaca. Após o domingo de Círio, o trânsito tranquilo e a quantidade reduzida de pessoas nas ruas davam o tom do feriado não oficial. Para os cerca de 78 mil turistas que visitaram a capital paraense, número estimado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) do Pará, a segunda-feira preguiçosa foi dia de arrumar as malas, se despedir dos amigos e se preparar para o retorno.
Mesmo com o Terminal Rodoviário lotado de passageiros embarcando e comprando passagens, não foram poucos os que arrumaram tempo na agenda para uma última visita aos pontos turísticos da capital. E, ainda na viagem de ida, há quem já planeje a volta no Círio 2014.
Ontem pela manhã, a Basílica de Nazaré recebeu centenas de pessoas para a missa da manhã. A Praça Santuário, no Complexo Arquitetônico de Nazaré (CAN), também estava lotada de fiéis que se enfileiravam para ver de perto a imagem peregrina, que permanece exposta para visitação pelos próximos 14 dias.
A secretária Lourença Ferreira, 55 anos, desde a década de 90, faz questão de voltar a Belém todos os anos para ver de perto o Círio. A piauiense iria embarcar às dez da manhã, mas, antes da viagem, se muniu da bagagem e fez uma última visita à Basílica. “Eu não tenho nada pra pedir, só a agradecer. Agradeço a Nossa Senhora por tudo que eu tenho e vou continuar agradecendo, porque só coisas maravilhosas têm acontecido para mim”, declara.
A fé, um mistério
O pernambucano Carlos Antônio Beirão, 70 anos, reformado da Aeronáutica, veio pela sexta vez a Belém para o Círio. O devoto acompanhou tanto a Trasladação quanto a romaria de domingo e, reconhecendo a ignorância diante do mistério da fé, ele cita a música do Padre Fábio de Melo para descrever as procissões.
(Diário do Pará)
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