Cerca de 10 mil voluntários da Cruz Vermelha se dedicaram a ajudar aqueles que durante toda a festa nazarena precisaram de socorro por algum acidente ou para cumprir suas promessas. Foram 1.271 ocorrências, 130 remoções, 6 crianças perdidas, 2 idosos perdidos. Os principais motivos das remoções foram cortes profundos, traumas, suspeita de aborto, convulsão e hipertensão. A suspeita de aborto, um trauma na clavícula e uma fratura no braço foi uma das ocorrências mais graves, e as pessoas foram encaminhadas para o PSM da 14 e Hospital Metropolitano.
Em parceria com o Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Secretaria Estadual de Saúde, Pará Resgate, Secretaria Municipal de Saúde e convênios com prestadoras de saúde particulares, diversas ambulâncias foram disponibilizadas para atender as ocorrências registradas ontem. A maior parte aconteceu por desmaiou devido a falta de preparo físico, desidratação e má alimentação.
Paramédicos e técnicos de enfermagem estavam de prontidão para receber casos como do promesseiro Denilson da Silva Gonçalves, que há 16 anos sai da cidade de Viana no Maranhão, onde mora com a esposa e cinco filhos, para o município de Viseu, no Pará e, de lá pra cá, segue andando por mais de 15 dias pagando uma promessa feita a Nossa Senhora. “Tinha um problema nos rins há dez anos e não conseguia mais trabalhar. Já conhecia o Círio por que morei aqui, mas hoje venho só para pagar a promessa. A fé que me curou”, explica.
Era muito cedo ainda quando Denilson chegou até o Instituto de Artes do Pará (IAP), onde era a base fixa da Cruz Vermelha, para receber os primeiros atendimentos. “Minhas costas doem bastante. Minhas pernas quase não sinto. Todo ano é assim, mas vale a pena. Pedi um milagre e foi concedido. Agora vai ser assim até o resto da minha vida”, revela.
O casal de idosos, João da Cruz, de 78 anos, e Maria José, veio de Fortaleza em uma excursão pela primeira vez assistir à festa dos católicos paraenses. Eles não estavam acostumados com tanta energia que somente o Círio proporciona, e precisaram ser amparados por voluntários da Cruz Vermelha em um dos postos próximo à Basílica. Entre os voluntários, o sentimento de querer ajudar o próximo se transformou em algo quase indescritível.”É um ato de amor, acima de tudo. Quando a gente se dispõe, não tem cor, nem raça. É por amor”, disse Carmem de Souza, coordenadora de um dos postos.
BOMBEIROS
O Corpo de Bombeiros disponibilizou mais de 239 militares durante a programação do Círio. O major Benjó, comandante da Zona de Operação, explicou que cerca de 30 homens eram distribuídos em diversos pontos onde acontece a festa no intuito de “combater princípios de incêndios por conta de fogos de artifícios e outros acidentes como mal súbito ou qualquer situação estrutural que possa oferecer riscos às pessoas”.
(Diário do Pará)
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