Além daqueles que compõem o quadro da Cruz Vermelha, ainda existem os voluntários anônimos que se espalham por todo o trajeto feito pelos romeiros acompanhados da imagem de Nossa Senhora de Nazaré. São aquelas pessoas que abrem as portas de suas casas, comércios e empresas para ajudar, da forma como podem, os que caminham na fé - seja com um copo de água ou com um café da manhã, por exemplo.
Há também os que cooperam para que o trabalho dos voluntários aconteça, como faz a funcionária pública Juliete Duarte, 53. Depois de assistir a uma reportagem de uma TV local que tratava da carência de doações da instituição, Juliete resolveu ajudar doando uma quantia em dinheiro para a aquisição da lona que reveste as macas que transportam os romeiros.
Juliete nasceu e foi criada em um lar católico. Porém, atualmente é praticante do espiritismo. Ela ressalta que não importa a religião à qual a pessoa pertença: todos precisam levar a grandiosidade da festa do Círio em consideração. Para ela, além de o Círio representar a devoção do povo paraense, é também um evento cultural de inestimável importância, uma vez que leva o nome do Pará para o mundo afora. “Acho que todos devem colaborar. A Cruz Vermelha presta um serviço voluntário e sem recursos fica complicado fazer o trabalho”, garante.
(Diário do Pará)
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