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VENDAS

Ver-o-Peso vive expectativa com os turistas do Círio

Feirantes e artesãos comemoram aumento nas vendas na feira com a flexibilização da pandemia e esperam um crescimento maior com a chegada dos turistas no período religioso. Variedade de produtos é o que não falta

sexta-feira, 24/09/2021, 08:43 - Atualizado em 24/09/2021, 08:42 - Autor: Suênia Cardoso/Diário do Pará


Jacqueline já sente as mudanças no movimento, principalmente no período da manhã
Jacqueline já sente as mudanças no movimento, principalmente no período da manhã | Wagner Santana

O Complexo do Ver-o-Peso é um dos cartões-postais de Belém mais frequentados pelos turistas durante o período do Círio. Vendedores, artesãos e feirantes acreditam que a festividade representa boas vendas. Com as medidas restritivas contra a covid-19 mais flexíveis e a vacinação em andamento, eles observam que muitos consumidores já buscam pelos mais variados produtos e que as vendas tendem a ser melhores que no ano passado.

A vendedora de biojoias Jacqueline Soares, 31 anos, relata que principalmente no período da manhã, as vendas têm sido muito melhores. “Já senti uma grande mudança, sobretudo de turistas vindo até a barraca. Há poucos meses, as vendas estavam fracas, mas já melhoraram em mais de 50%, e espero que até o Círio chegue perto dos 100% de lucro”, calcula.

“A gente sabe quando a pessoa é daqui e quando não é. Os moradores daqui gostam dos produtos, mas não tanto quanto os turistas. Mesmo sem procissão, as pessoas estão podendo viajar, vem conhecer a barraca e se interessam pelas joias”, avalia.

O foco das vendas, segundo ela, são as pulseiras e os brincos. “Vendemos de tudo, mas estes dois itens são os carros-chefes. Também faço artigos com a temática do Círio, como colares, chaveiros e imã de geladeira a preços acessíveis, pois os clientes também procuram”, acrescentou.

Ainda no Complexo, a barraca de cachaças, licores, geleias e pimentas da Yorrany Leão, 21, é um dos atrativos para os consumidores. As vendas, de acordo com ela, já estão melhores em comparação a 2020, porém, em termos de porcentagem, até o Círio, acredita que faturará um pouco acima de 10%, levando em consideração apenas um dos produtos mais vendidos, a cachaça com as flores de jambu.

“Tudo aumentou de preço, inclusive as sementes e as fitas que decoram as garrafas. Porém, o preço da cachaça tivemos que manter, mesmo tendo como nosso principal público os turistas”, diz ela.

 

Yorrany espera que com a presença dos turistas na capital aumente a venda de cachaças e pimentas
Yorrany espera que com a presença dos turistas na capital aumente a venda de cachaças e pimentas | Wagner Santana
 

Além das cachaças, outro produto que também chama a atenção dos consumidores são os pratos de cerâmica contendo geleia, cachaça ou pimenta. Uma novidade na barraca é a cachaça do Maranhão, que chegou este ano. “São aguardentes artesanais de cana, de frutas e algumas mais fortes que, ao beber, é interessante que o consumidor evite tomar banho em seguida, por serem muito fortes”, explicou Yorrany.

ESPERANÇA

 

Jacqueline já sente as mudanças no movimento, principalmente no período da manhã
Jacqueline já sente as mudanças no movimento, principalmente no período da manhã | Wagner Santana
 

Embora para muitos feirantes as vendas já estejam melhores, para outros, a expectativa é que melhorem mais próximo do Círio. É o caso do vendedor de ervas da Amazônia, Jonathan Souza, 28. Ele diz que ainda não percebeu um movimento muito grande, mas acredita que é compreensível porque ainda estamos praticamente no fim do mês, quando muitas pessoas ainda estão sem dinheiro. A esperança é que no começo de outubro, principalmente com a chegada de mais turistas à cidade, tudo melhore. No ano passado, segundo ele, as vendas foram muito boas e surpreenderam. “Este ano, esperava que por esta época fosse melhor, mas ainda está devagar. Mas acredito que não ficou ruim só para a gente, ficou ruim para os feirantes de um modo geral”.

 

Jonathan não vê ainda muito otimismo, mas aguarda maior faturamento nas próximas semanas
Jonathan não vê ainda muito otimismo, mas aguarda maior faturamento nas próximas semanas | Wagner Santana
 

Os produtos que mais têm tido saída são os banhos para abrir os caminhos da felicidade, banhos relacionados à saúde e para combater doenças respiratórias. Quanto aos perfumes atrativos, os consumidores também procuram aqueles que trazem boas energias e harmonia.

“São produtos que o ser humano se apega porque estamos em uma situação difícil, de saúde e de emprego. E a gente precisa acreditar em algo que nos faça bem. Sempre falo para os clientes que hesitam em acreditar que, se estão com o pensamento duvidoso, não dará certo mesmo. É preciso confiar e depositar pensamento positivo e fé”, destacou. Na barraca, o Jonathan vende os banhos, em média, a R$ 15 e três unidades dos perfumes pequenos a R$ 10.

 

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